AS NOVAS TECNOLOGIAS DA
INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO
Publicado em 02 de
December de 2010 por Ingrid
Chaves Carneiro Greco
RESUMO
As TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) na Educação vieram para somar no avanço do desenvolvimento contínuo da humanidade como ser crítico e intelectual. Neste trabalho tratamos dos fatores das NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) apresentando o que há de novo nesse mercado digital alavancado pela Educação, seus novos produtos e fabricantes.
As TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) na Educação vieram para somar no avanço do desenvolvimento contínuo da humanidade como ser crítico e intelectual. Neste trabalho tratamos dos fatores das NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) apresentando o que há de novo nesse mercado digital alavancado pela Educação, seus novos produtos e fabricantes.
Palavras-chave: novas
tecnologias em educação, novas tecnologias na educação, novas tecnologias
digitais na educação, Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE),
objeto educacional digital, equipamentos educacionais, principais softwares
educacionais
1. INTRODUÇÃO
As NTICs são as novas tecnologias digitais,
ao qual podemos entender que seja a aplicação de um conhecimento científico ou
técnico, de um "saber como fazer", de métodos e materiais para a
solução de uma dada dificuldade[1]. As TICs aqui serão tratadas como
intermediadores do processo de ensino e aprendizagem e como tecnologias mútuas.
Tecnologia de Comunicação é toda forma de
veicular informação, tendo como seu ambiente de veiculação desde as mídias
tradicionais (livros, fax, telefone, jornais, correio, revistas, rádio, vídeos)
até as mídias modernas (informática e Internet) e a Tecnologia da Informação é
toda forma de determinar, gravar, armazenar, processar e reproduzir as
informações.
Na Tecnologia da Informação temos o suporte
de armazenamento de informações (papel, arquivos, catálogo, HD?s dos
computadores, CD?s, DVD?s, pen drives, MP3, MP4, etc.), os dispositivos que
permitem o seu processamento (computadores e robôs) e os aparelhos que
possibilitam a sua reprodução (máquina de fotocopiar, retroprojetor, projetor
de slides/data show, etc.). Tecnologias que permitem a preparação e manipulação
contígua de teores específicos por parte do professor/aluno (emissor) e do
aluno/professor (receptor) [1].
A Internet e a televisão não são mais
estranhos no ambiente da sala de aula, hoje contribuem para a criação de novas
estratégias de ensino, aprendizagem e auto-capacitação [2]. As tecnologias
aparecem cada vez mais promissoras na Educação, provocando mudanças no setor
que não tarda em incorporar os últimos recursos tecnológicos destinados.
Uma contribuição vinda da web, que não
podemos deixar de mencionar aqui, são os chamados repositórios digitais, um
recurso disponível na rede com a finalidade de armazenar diversos conteúdos
digitais para que possam ser pesquisados, utilizados e reutilizados por meio de
processo de busca. Esses repositórios são de variados tipos, sendo que neste
artigo devemos destacar os repositórios educacionais, que tem como objetivo
armazenar qualquer recurso pedagógico digital com a finalidade de aplicação em
ambientes de aprendizagem como, por exemplo: animações, simulações, textos, mapas,
experimentos, vídeos e outros [3].
Os OE (Objetos Educacionais) são recursos que
visam maximizar o processo de ensino e aprendizagem dos alunos, possuindo a
finalidade de complementar o conteúdo abordado em sala de aula. O BIOE (Banco
Internacional de Objetos Educacionais), que pode ser acessado via Internet pelo
site http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/, é um desses repositórios
educacionais que tem por objetivo manter e disponibilizar diversos recursos
pedagógicos digitais, compreendidos como OE (Objetos Educacionais), que possuem
qualidade pedagógica, em três idiomas, em diferentes formatos e de livre acesso
para toda a comunidade educacional [3]. Os OE disponíveis no BIOE objetivam
atender a Educação Básica, Profissionalizante e Superior, nas mais diversas
áreas do conhecimento, com os mais variados tipos de recursos (animação,
simulação, áudio, vídeo, imagem, experimento prático, software educacional).
2. FÁBRICA DE OBJETOS EDUCACIONAIS DIGITAIS
OE digitais são aplicações da informática no
ensino da Educação que podem ser encontrados gratuitamente ou pagos. São desde
os softwares educacionais, jogos/simuladores, até os equipamentos
informatizados de aprendizagem e ensino. A grande vantagem do material digital
é sua facilidade para atualização e reutilização para diversos cursos[5]. Tendo
como benefícios a acessibilidade, a interoperabilidade e a durabilidade.
Diversos produtos free e seus fabricantes
podem ser encontrados na web em uma simples busca. O BIOE, como já mencionamos
neste artigo, é um dos repositórios que encontramos, ao qual podemos adquirir o
produto sem custos e informações sobre seu criador.
A SoftMarket é uma empresa desenvolvedora de
softwares educativos, classificados de acordo com suas disciplinas e tópicos,
que pode ser encontrada hoje com um catálogo de mais de 500 softwares, da
pré-escola ao ensino médio, conquistando centenas de escolas brasileiras e
outros tipos de consumidores, onde seus produtos hoje podem ser adquiridos nas
principais livrarias e lojas especializadas.
A Brink Mobil, especializada em produtos com
tecnologia educacional, que tem como alvo atingir as salas de aulas,
disponibiliza, por exemplo, o Brink Lousa. A lousa educacional interativa é um
recurso didático e inovador, idealizado para tornar as aulas mais dinâmicas,
ampliando o interesse e a participação dos alunos[6]. Um recurso multimídia de
grande sensibilidade tátil, com funções disponíveis para serem trabalhadas, com
um tipo de caneta específica que acompanha o produto ou com o simples toque dos
dedos e possui finíssima espessura, apenas 18mm.
O recursos audiovisuais estão cada vez mais
inovadores com os seus recursos tecnológicos. Outro exemplo é o novo conceito
de retropojetor, com equipamentos que projetam diretamente as informações de
livros, fotos, imagens impressas, pequenos objetos, a cores ou preto-e-branco,
sem danificá-los.
A Opptiz Soluções empresa brasileira
apresenta no seu catálogo soluções tecnológicas como a Lousa Eletrônica e a
Carteira de Aula Informatizada. Hoje é líder de mercado no ramo que atua e
utiliza tecnologia própria.
A recente empresa norte-americana Blackboard
Inc. é uma empresa de desenvolvimento de plataformas e softwares específicos
para os setores da educação e do comércio sediada em Washington, E.U.A. Criada
a menos de 10 anos, ganha mercado com sua estratégia em soluções numa
plataforma para gerenciamento de cursos, proporcionando maior interatividade
com seus usuários (escola, professores e estudantes).
A Vitae Futurekids junto com seus parceiros,
é uma empresa de soluções voltada para Educação, localizada em São José dos
Campos/SP, que tem como objetivo disseminar o Uso Pedagógico e Administrativo
das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação nas escolas públicas
brasileiras de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. O programa
contempla em seu plano de ações, a implantação de novos ambientes de
aprendizagem informatizados, com equipamentos, sistemas integrados, suporte in
loco, materiais didático-pedagógicos, manutenção permanente dos equipamentos, programa
de formação e atualização dos educadores, aplicando os conhecimentos adquiridos
aos procedimentos curriculares [8]
A Planeta Educação, divisão da empresa Vitae
Futurekids, é o primeiro portal web de serviços educacionais e administrativos
a Educação. Por meio de suas páginas, o portal oferece a educadores e
estudantes uma grande variedade de recursos, materiais e artigos voltados à
melhoria da educação. Procura atender às diversas disciplinas, assim como
dispor de informações sobre os mais variados temas relacionados à ciência,
novas tecnologias na escola, artes e cultura em geral [9].
Existem hoje uma gama de desenvolvedores dos
mais variados tipos de OE, desde os tradicionais objetos (mapas, textos,
livros, protótipos, maquetes, etc.) até os atuais objetos digitais (lousas
interativas, softwares educacionais, portais na web, jogos educacionais, etc.).
Os softwares educacionais (jogos,
simuladores, etc.) é um dos recursos que veio para revolucionar o mercado da
Educação. Podem já serem vistos sendo utilizados como metodologia de
aprendizagem em vários setores da Educação, desde escolas até empresas. Um
software é considerado educacional quando ele é voltado para uma relação de
ensino-aprendizagem.
Games são softwares que podem abranger várias
áreas. Um exemplo dentro da Educação está na escola da música, Guitar Hero e
Rock Band podem ser vistas como ferramentas educacionais. Dois produtos que
estão no mercado de entretenimento e que já adentraram no mundo educacional,
ambas desenvolvidas pela empresa Harmonix.[12]
São empreendimentos e empresas que avançam
rapidamente em um mercado promissor e que guarda mais novidades para a Educação
futura.
3. TECNOLOGIAS UTILIZADAS NO DESENVOLVIMENTO DE OE DIGITAIS
Um dos principais softwares utilizados na criação do OE digital é o Adobe Flash. Por possui um grande suporte de recursos para áudio e vídeo. O Flash gera animações interativas com a extensão .swf (Shockwave Flash File) que podem ser visualizadas através de um navegador web ou por um sistema player específico. Usa a linguagem Actionscript como base para o desenvolvimento de objetos mais elaborados e com interações mais específicas.
Uma das novas tecnologias que vem sendo
bastante utilizada para o desenvolvimento dos OE digitais é a linguagem Java
através da criação de applets. O Java applets tem como principal vantagem na
construção dos OE digitais por ser uma linguagem totalmente orientada a objetos
e por serem executáveis através de um browser/ navegador de web, o que
possibilita maior acessibilidade.
São duas ferramentas de apoio ao
desenvolvimento ao qual podemos verificar que estão sendo usadas desde as
tecnologias já bastante conhecidas até as mais recentes.
4. NOVAS TECNOLOGIAS
4. NOVAS TECNOLOGIAS
Já podemos encontras NTICs sendo utilizadas no Brasil.
No estado de São Paulo, escolas públicas usam
a tecnologia da biometria para o programa Frequência Digital, onde os alunos
não mais respondem ao professor de forma convencional a tão conhecida chamada.
Os alunos confirmam sua presença na escola através do leitor biométrico, onde
escola e pais de alunos são informados da presença de cada um no local. Até a
merendeira é informada a tempo para quantas pessoas ela deverá preparar a
comida do dia. Os pais se sentem mais seguros em saber que seu filho chegou a
escola após receberem uma SMS no celular enviada assim que seus filhos
confirmam sua presença em sala de aula no leitor biométrico.
O Brasil ainda possui índice baixo na
inclusão digital, não sendo ainda comum encontrarmos internet e lap tops nas
escolas públicas. Mas as Carteiras de Aula Informatizadas são outra novidade,
idealizada e a venda já a alguns anos atrás, mas somente nos próximos anos
poderemos deparar com essa inovação nas salas de aulas de todos os setores. Continuam
sendo utilizadas como as carteiras convencionais porém com uma agregação a
mais, a convencional mesa vira uma mesa com um computador embutido. Um avanço
para a segurança do equipamento.
As lousas também passam a ser digitais. Estas
já podem ser encontradas em uso e prometem avanços na sala de aula com muita
interatividade. Podendo agregar outras novas tecnologias, como o Tabblet, um
tipo de prancheta informatizada conectada a lousa digital que permite ao
professor passar informações aos alunos de qualquer ponto da sala de aula que
ele estiver, e os softwares de realidade 3D que proporcionam interesse imediato
sobre o assunto abordado.
Certificados Digitais chegam para agilizar na
entrega no documento. Podem ser impressos com papel de segurança de autenticidade
e originalidade instantaneamente no fim da atividade em que o participante
concluiu.
5. CONCLUSÃO
Foi possível verificar, através de pesquisas realizadas para a criação deste artigo, que a Educação está renovando suas metodologias e conceitos junto das NTICs. Que estamos em contínuo desenvolvimento e tendo hoje um grande avanço tecnológico no setor da Educação com os vários recursos da informática já existentes.
A tecnologia vem para dar maior apoio ao
professor e melhor ensino ao aluno. Mas não deixando de lado o papel
fundamental do educador diante da tecnologia e do educando, onde o verdadeiro
educador é aquele que sabe conduzir seu aluno na busca e no acesso à informação
necessária de modo que possa orientá-lo no processo construção de conhecimento,
interagindo com o seu aluno enquanto ser humano que tem sensibilidade para
perceber e atender às suas necessidades e aos interesses pessoais - tarefa que
o computador não pode desempenhar bem (LEITE, 2008 p.71-72) [3].
Referências Bibliográficas
[1]
http://www.profala.com/arteducesp149.htm
[2] http://www.crmariocovas.sp.gov.br/edt_l.php?t=001
[3] http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2009/artigos/11a_palomaalinne.pdf
[4] http://www.softmarket.com.br/Perfil.asp
[5] http://roxa.com.br/artigos/Objetos_de_aprendizagem_e_as_possibilidades_multimidia.pdf
[6] http://www.brinkmobil.com.br/principal.aspx
[7] http://www.blackboard.com/
[8] http://www.futurekids.com.br/
[9] http://www.planetaeducacao.com.br/portal/index.asp
[10] http://olhardigital.uol.com.br//produtos/central_de_videos/escolas-digitais-solucoes-na-rede-publica-de-ensino-de-sao-paulo/14458
[11] http://olhardigital.uol.com.br//produtos/central_de_videos/tecnologia-nas-escolas-giz-e-quadro-negro-nao-tem-mais-vez/11822
[12] http://olhardigital.uol.com.br//jovem/central_de_videos/games-invadem-as-salas-de-aula/13962/integra
[13] http://www.oppitz.com.br/index.php/home
Como referência cronológica lembro que as informações aqui contidas estão baseadas em pesquisas realizadas nos meses de outubro e novembro do ano de 2010.
[2] http://www.crmariocovas.sp.gov.br/edt_l.php?t=001
[3] http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2009/artigos/11a_palomaalinne.pdf
[4] http://www.softmarket.com.br/Perfil.asp
[5] http://roxa.com.br/artigos/Objetos_de_aprendizagem_e_as_possibilidades_multimidia.pdf
[6] http://www.brinkmobil.com.br/principal.aspx
[7] http://www.blackboard.com/
[8] http://www.futurekids.com.br/
[9] http://www.planetaeducacao.com.br/portal/index.asp
[10] http://olhardigital.uol.com.br//produtos/central_de_videos/escolas-digitais-solucoes-na-rede-publica-de-ensino-de-sao-paulo/14458
[11] http://olhardigital.uol.com.br//produtos/central_de_videos/tecnologia-nas-escolas-giz-e-quadro-negro-nao-tem-mais-vez/11822
[12] http://olhardigital.uol.com.br//jovem/central_de_videos/games-invadem-as-salas-de-aula/13962/integra
[13] http://www.oppitz.com.br/index.php/home
Como referência cronológica lembro que as informações aqui contidas estão baseadas em pesquisas realizadas nos meses de outubro e novembro do ano de 2010.
TICs na Educação:
10 Recomendações Para Aplicá-la
No primeiro artigo da série falamos sobre
os 13 Motivos para
usar TICs na Educação. Hoje falaremos de algumas premissas que
escolas e educadores devem seguir para implementar TIC na sala de aula e mesmo
como sugestão de atividades extras.
Se pararmos para pensar, a tecnologia é algo
que já está inserido na rotina de crianças e adolescentes das gerações Y e Z.
Sendo assim, podemos pensar em maneiras de inserir TICs na educação de forma a
tornar o uso produtivo. A própria Unesco defende que cada país deve
ter políticas que incentivem o uso das tecnologias móveis em sala de aula.
Saiba mais os motivos e recomendações.
10 Recomendações para uso de
TICs na Educação
1.
Criar ou Atualizar políticas ligadas ao
aprendizado móvel: Verifique as restrições do ambiente
e se ele possibilita a utilização de tecnologias conectadas a
internet.
2. Conscientizar sobre
sua importância: Deve haver uma conscientização do uso
das ferramentas para que se mantenha o foco no seu propósito.
3. Expandir e melhorar
opções de conexão: A utilização de TICs na Educação
depende em alguns casos da melhoria da infraestrutura. Isso deve ser estudado
para que não haja problemas futuros no desenvolvimento das metodologias.
4. Ter acesso
igualitário: Todos dentro da sala de aula devem ter
os mesmos direitos, e caso haja atividades extras deve-se garantir que todos
terão acesso igualitário as ferramentas
educacionais.
5. Garantir equidade de
gênero: A Tecnologia na Educação e suas
atividades não deve oferecer nenhuma discriminação quando perfil do utilizador,
qualquer atividade deve ser levada em conta.
6. Criar e otimizar
conteúdo educacional: Todo o material criado deve ser
pensando no formato de uma nova dinâmica de aula. Utilizem as tecnologias
inclusive para criar o material didático.
7. Treinar professores: Os
professores devem estar aptos e seguros a utilizar a tecnologia na sala de
aula. Leia mais dicas no artigo “10 competências do Professor Moderno”.
8. Capacitar educadores
usando tecnologias móveis: O professor deve ser estudante
utilizando a TIC.
9. Promover o uso
seguro, saudável e responsável de tecnologias móveis: Deve-se
prestar atenção para que os alunos não passem ser dependentes da tecnologia na
sala de aula e isso passe a ser algo prejudicial.
10. Usar tecnologia para
melhorar a comunicação e a gestão educacional: A
tecnologia na educação não deve ser uma barreira e sim um meio de estímulo de
comunicação entre pais, professores e estudantes.
Você pode começar a aplicar a Tecnologia na Educação utilizado ExamTime.
Confira o Mapa Mental resumo que criamos para você recordar dos conceitos
apresentados e começar a criar seus recursos de estudo e aplicá-los em sala de
aula!
História da Internet
A internet surgiu
a partir de pesquisas militares no auge da Guerra Fria. Na década de 1960 (1969), quando
dois blocos ideológicos e politicamente antagônicos exerciam enorme
controle e influência no mundo, qualquer mecanismo, qualquer inovação,
qualquer ferramenta nova poderia contribuir nessa disputa liderada pela União Soviética e pelos Estados Unidos: as duas superpotências
compreendiam a eficácia e necessidade absoluta dos meios de comunicação. Nessa perspectiva, o
governo dos Estados Unidos temia um ataque russo às bases militares. Um ataque
poderia trazer a público informações sigilosas, tornando os EUA vulneráveis.
Então foi idealizado um modelo de troca e compartilhamento de informações que
permitisse a descentralização das mesmas. Assim, se o Pentágono fosse atingido, as
informações armazenadas ali não estariam perdidas. Era preciso, portanto, criar
uma rede, a ARPANET, criada pela ARPA, sigla para Advanced Research Projects Agency.
Em 1962, J. C. R. Licklider, do Instituto Tecnológico de
Massachusetts (MIT), já falava em termos da criação de uma Rede
Intergalática de Computadores (Intergalactic Computer Network, em inglês). A Internet também
teve outros importantes atores que influenciaram o seu surgimento, dentre eles:
os professores universitários (ex: Ken King), os estudantes/investigadores
(ex.: Vint Cerf), as empresas de tecnologia (ex.: IBM) e alguns políticos
norte-americanos (ex.: Al Gore); caindo-se, portanto, a tese que vigorava
anteriormente que enfatizava somente a vertente militar da sua criação. [1]
A Internet no Brasil e a RNP
No Brasil, os primeiros embriões de rede surgiram
em 1988 e
ligavam universidades do Brasil a instituições nos Estados Unidos. No mesmo
ano, o Ibase começou
a testar o Alternex, o primeiro serviço brasileiro de Internet
não-acadêmica e não-governamental. Inicialmente o AlterNex era
restrito aos membros do Ibase e associados e só em 1992 foi aberto ao
público.
Em 1989, o Ministério
da Ciência e Tecnologia lança um projeto
pioneiro, a Rede
Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Existente ainda hoje,
a RNP é uma organização de interesse público cuja principal missão é operar uma
rede acadêmica de alcance nacional. Quando foi lançada, a organização tinha o
objetivo de capacitar recursos humanos de alta tecnologia e difundir a
tecnologia Internet através da implantação do primeiro backbone nacional.
O backbone funciona como uma
espinha dorsal, é a infraestrutura que conecta todos os pontos de uma rede. O
primeiro backbone brasileiro foi inaugurado em 1991, destinado
exclusivamente à comunidade acadêmica. Mais tarde, em 1995, o governo resolveu
abrir o backbone e fornecer conectividade a provedores de
acesso comerciais. A partir dessa decisão, surgiu uma discussão sobre o papel
da RNP como uma rede estritamente acadêmica com acesso livre para acadêmicos e
taxada para todos dos outros consumidores. Com o crescimento da Internet
comercial, a RNP voltou novamente a atenção para a comunidade científica.
A partir de 1997, iniciou-se uma nova
fase na Internet brasileira. O aumento de acessos a rede e a necessidade de uma
infraestrutura mais veloz e segura levou a investimentos em novas tecnologias.
Entretanto, devido a carência de uma infraestrutura de fibra óptica que
cobrisse todo o território nacional, primeiramente, optou-se pela criação de
redes locais de alta velocidade, aproveitando a estrutura de algumas regiões
metropolitanas. Como parte desses investimentos, em 2000, foi implantado o backbone RNP2
com o objetivo de interligar todo o país em uma rede de alta tecnologia.
Atualmente, o RNP2 conecta os 27 estados brasileiros e interliga mais de 300
instituições de ensino superior e de pesquisa no país, como o INMETRO e suas
sedes regionais.
Outro avanço alcançado pela RNP ocorreu em 2002. Nesse ano, o então
presidente da república transformou a RNP em uma organização social. Com isso
ela passa a ter maior autonomia administrativa para executar as tarefas e o
poder público ganha meios de controle mais eficazes para avaliar e cobrar os
resultados. Como objetivos dessa transformação estão o fornecimento de serviços
de infraestrutura de redes IP avançadas, a implantação e a avaliação de novas
tecnologias de rede, a disseminação dessas tecnologias e a capacitação de
recursos humanos na área de segurança de redes, gerência e roteamento.
A partir de 2005, a comunicação entre
os point of presence (PoPs) da rede começou a ser ampliada com o
uso de tecnologia óptica, o que elevou a capacidade de operação a 11 Gbps.
A base instalada de computadores no Brasil atinge 40
milhões, de acordo com pesquisa da Escola de Administração de Empresas de São
Paulo da Fundação Getúlio Vargas. O número, que inclui computadores em empresas e
residencias, representa um crescimento de 25% sobre a base registrada no mesmo
período do ano passado.
A Rede no Brasil atualmente
O comércio eletrônico no Brasil movimentou 13,60 bilhões de dólares
em 2010, de acordo com pesquisa da Escola de Administração de Empresas de São
Paulo da Fundação Getúlio Vargas. Para os internautas residenciais, a média de
tempo online durante o mês de junho foi de 24 horas e 42 minutos, maior que em
outros países como França (19 horas e 34 minutos), Estados Unidos (10 horas e 5
minutos) e Austrália e Japão (ambos com 7 horas e 55 segundos). A utilização da
internet no Brasil foi de 73 milhões de pessoas a partir de 16 anos e 80
milhões a partir dos 20 anos; de acordo com o IAB (Interactive Advertising
Bureau). Segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, são 60 milhões de
computadores em uso, destes estima-se que 80,7% com acesso à internet em 2011.
Referências
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Ir para
cima↑ Sandroni, Araújo
Gabriela (1 de janeiro de 2015). «Breve Historia y Origen
del Internet». Academia.edu. Consultado em 25 de abril de 2015.
2.
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Digital. «Primeira mensagem de
correio electrónico enviada há 40 anos». Consultado em 26 de outubro de 2009.
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cima↑ «Ann Arbor's Merit
Network looks to complete statewide fiberoptics network». concentratemedia.com.
2011. Consultado em 27 de
outubro de 2011.
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Control Program» (em inglês). Network Working Group. Consultado em 30 de novembro de 2012.
8.
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team. «História do Cyclades» (em inglês). Consultado em 25 de outubro de 2011.
11.
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cima↑ «PUUG: Porta para a
Internet desde 1990». Flickr. 24 de janeiro de 2009. Consultado em 30 de novembro de 2012.
12.
Ir para
cima↑ «Os Fornecedores de
Acesso à Internet». net.News. 30 de abril de 1996. Consultado em 30 de novembro de 2012.
A EDUCAÇÃO E AS NOVAS
TECNOLOGIAS
1. INTRODUÇÃO
Não resta dúvida de que,
nos dias de hoje, a utilização de novas formas de interação on-line atende às
novas necessidades dos alunos; o incentivo à aprendizagem ativa e
significativa ao aluno já pode ser comprovada por meio de vários projetos já
desenvolvidos em todo pais; é evidente o acesso rápido e eficiente na obtenção
de informações relevantes e diversificadas e a melhoria da qualidade da
comunicação entre professores e alunos são viabilizadas pelas ferramentas
interativas.
Hoje a tecnologia é útil
ao aprendizado, pois o seu desconhecimento vem gerando no mundo atual o mesmo
tipo de exclusão que sofre o analfabeto no mundo da escrita. Mas agora vem a
seguinte pergunta, o que é necessário? Esta é uma pergunta difícil de ser
respondida, pois depende do contexto, da realidade em que se vive e da
autonomia de cada um. O que se pode afirmar, sem erro, é que é preciso entender
que o essencial é acreditar no potencial cognitivo de cada um. "É
essencial à descoberta da alegria do conhecimento, pois ela é à base da
autonomia e da subjetividade".
Uma outra medida
importante é não dar ouvidos aos mitos. A questão dos computadores tomarão o
lugar dos docentes? Vem sendo sempre colocada, o que faz com que se reforce a ideia
de que o docente se recusa a inovar-se. Mas o que existe de verdade é a falta
de conforto com o uso da tecnologia nos ambientes educacionais, que é
decorrente do escasso investimento governamental em políticas de formação e
atualização do professor.
Para o docente que vê na
tecnologia uma forma de qualificar melhor suas práticas pedagógicas, é
fundamental enxergar a realidade e principalmente lutar contra o discurso
neoliberal paralisante que domina o meio educacional. É preciso conhecer as
políticas equivocadas que fazem parte da história da utilização da informática
na educação no Brasil.
Evitar a resistência pelo
desconhecimento é entender que o computador e o software educacional, seja ele
qual for, é uma ferramenta auxiliar do processo de aprendizagem do aluno. Uma
aula ruim é ruim com ou sem tecnologia, e uma aula boa será sempre boa
independentemente da tecnologia utilizada. Isto significa dizer que: a
qualidade está no conteúdo que deve ser bem planejado e disponibilizado de modo
que seja possível a aquisição de conhecimento pelo aluno.
A mídia deve ser adequada
ao conteúdo, pois este vem em primeiro lugar. A tecnologia não cria ambientes
que prescindem do professor, é preciso que o professor tome para si a tarefa de
projetar o material didático e a pedagogia a ser utilizada no processo de
ensino. Não inovar na produção do material didático e nas metodologias de
aprendizagem, significa deixar a cargo de profissionais da área tecnológica, a
tarefa de ensinar por meio de software desenvolvido sem o viés da educação, o
que de um modo geral vem ocorrendo com frequência.
É fato que os perfis dos
profissionais, que hoje planejam software educacional, são de programadores de
computador, que desconhecem a área educacional. O planejamento de um bom
projeto necessita da formação de uma equipe multidisciplinar, cujos
participantes complementam o projeto utilizando suas competências específicas e
diversificadas.
Hoje muito se fala da
necessidade de se educar para os meios, ou seja, educar para o uso da
ferramenta própria do mundo digital. Mas muito se fala e pouco se faz, a
respeito da preparação de professores na orientação do aluno diante desses
novos conceitos e novas relações, que surgem nesse mundo tecnológico. É nesse
contexto que informações provenientes de diversas direções chegam a indivíduos
cuja realidade não lhes permite desenvolver capacidade crítica de análise,
competência fundamental para evitar o colapso de valores importantes para o
desenvolvimento da cidadania, da ética e da solidariedade. Por meio dessa
abordagem, o uso da tecnologia integra novos saberes à prática educacional
proporcionando ao professor uma maior capacidade crítica de sua ação pedagógica
e um leque maior de possibilidades na busca pelo interesse dos seus alunos.
2. A EDUCAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS
Na área da educação
acontece, naturalmente, coisa símile. O educador sempre sentiu a necessidade de
se atualizar, não somente no campo de seu conhecimento, como também na sua
função pedagógica. Os métodos de ensino tradicionais são aqueles consolidados
com o tempo, que dominam nas instituições de ensino. Ainda persiste, com muitos
professores, o método onde o professor fala, o aluno escuta; o professor dita,
o aluno escreve; o professor manda, o aluno obedece. A maioria, porém, já é
mais maleável: o professor fala, o aluno discute; o professor discursa, o aluno
toma nota; o professor pede, o aluno pondera. Em casos específicos, o aluno
fala, o professor escuta, o grupo debate e todos tomam nota, inclusive o
professor, procurando ir ao encontro das necessidades que surgem.
Isto e outras questões
levam à crise do ensino, desde o primário até a universidade. Popularizou-se
muito, nas instituições, o uso do retroprojetor, ou projetor de transparências,
que mereceu o apelido de "retroprofessor". Facilitou um pouco a vida
do professor, não precisando escrever sempre no quadro negro, principalmente
quando o docente leciona a mesma disciplina para mais de uma turma,
contemporaneamente ou não. Aliás, até o quadro e o giz se modernizou: hoje já é
muito comum a lousa branca com o pincel especial cancelável. Mas o que
prejudica não é o uso do retroprojetor, como em outras aplicações tecnológicas,
mas sim o mau uso do mesmo.
Antes de qualquer coisa,
temos que ter cuidado com os excessos: o professor não deve somente ler, ou
ditar, ou escrever ou mesmo projetar transparências durante toda a aula. Deve
oferecer alternativa. O uso de uma técnica, como do retroprojetor, por mais de
uma hora contínua, torna-se cansativo, e os alunos perdem a concentração. Outro
projetor, que não é tão usado devido à qualidade da projeção, é o episcópio, ou
projetor de opacos. Ele permite a projeção de imagens ou textos de um livro,
sem a necessidade de criar transparências. Mas para projetar textos não é
aconselhado, por necessitar de uma sala escura e perde muito a qualidade na
visualização.
O aparelho de vídeo, com
um monitor (TV), está cada vez mais popular. A maioria das universidades,
escolas públicas e particulares possuem, no setor de audiovisuais, televisores
de 20 polegadas com vídeo incorporado, facilitando o transporte e uso dos
mesmos. Um data show, que projete a imagem do vídeo numa tela, como num cinema,
você encontra em determinadas situações, como em salas de conferências e cursos
de pós-graduação. Ter uma videoteca disponível na universidade seria ideal, mas
poucas instituições organizam um setor do gênero. Além de documentários muito
interessantes produzidos principalmente pelas televisões públicas, temos filmes
que são clássicos de literatura ou que tratam de temas polêmicos ou de
interesse cultural.
Quem faz uma universidade
melhor, não é somente um reitor, mas todos participam do processo. Os
professores e os alunos são grandes responsáveis por isso. Talvez não sejam
conscientes disso. Quando se exige de uma instituição, ela pode ficar
indiferente no início. Porém se as exigências persistem as instituições não
pode se fazer de cega e surda. Assim, por exemplo, se uma universidade não
possui uma videoteca, provavelmente não se demonstrou tal necessidade. Os
equipamentos para uso didático estão cada vez mais sofisticados. Os novos
retroprojetores, por exemplo, projetam a imagem mais nítida, se regulam com
maior facilidade, possuem comandos de foco e tamanho de tela mais sensíveis, ou
mesmo comando remoto.
Os vídeos modernos possuem
cabeças, sendo quatro para imagem e três para áudio; permitem parar a imagem
sem distorção, voltar ou avançar "frame-to-frame", isto é, estão cada
vez mais parecidos com uma ilha de edição. Mas já estão ficando obsoletos, com
o surgimento dos DVD. Os "Datas Show" e projetores de multimídia
permitem projetar a imagem de um vídeo ou computador numa tela grande, podendo
usar fita de vídeo, disquete, cd, Dvd ou o próprio hard-disk. Eles estão
substituindo todos os outros equipamentos, ficando bem mais fácil trabalhar com
eles. As imagens são melhores, seja ela fixa ou animada, cores ou preto e
branco, texto ou foto.
A tecnologia muda os meios
de comunicação de massa e, paralelamente, os meios de ensino, não somente
dentro da sala de aula, como falei até agora. Está mudando inclusive a própria
sala de aula, com a introdução do ensino a distância, por exemplo. Primeiro
foram os correios tradicionais que incentivaram o ensino em domicílio, por
correspondência. As aulas particulares já não precisavam mais da presença do
professor. Depois veio o rádio: o professor fala com você sem estar ao seu lado
fisicamente, não importa onde você esteja desde que esteja com um rádio ligado.
Os discos de vinil e as fita "K-7" fizeram o seu tempo, até o
aparecimento dos Cds, contemporaneamente com a televisão e o vídeo, facilitando
ainda mais o ensino a distância: som e imagem ao seu dispor. Agora temos a
internet, com uma variedade quase infinita de possibilidades. O correio ainda
continua presente: enviando fitas e discos, de áudio, imagens e multimídia,
além das apostilas. A internet aos poucos está cada vez mais confiável.
3. TRABALHO E FORMAÇÃO DOCENTE
"Globalização" e
trabalho docente: no enredo das tecnologias seja a globalização, objeto dos
estudos de Torres (1998, p.28), caracterizada como construção ideológica, seja,
como quer alguns, posta como conceito explicativo de uma nova ordem mundial, um
aspecto desta realidade não pode ser ignorado: a educação como um todo e o
trabalho docente, em especial, estão sendo reconfigurados.
Em outras palavras, na
perspectiva da "globalização" e do "globalitarismo", termo
cunhado por Ramonet (1999) para dar conta da espécie de ditadura do pensamento
único que regula a construção ideológica, a escola deve romper com a sua forma
histórica presente para fazer frente a novos desafios. A pretensão, neste
trabalho, é analisar as determinações (concretas e pressupostas) e os sentidos
(hegemônicos e em disputa por hegemonia) dessa reconfiguração, tomando por base
os discursos que introduzem e justificam as atuais políticas de formação de
professores.
No movimento de
reconfiguração de trabalho e formação docente, outro aspecto parece constituir
objeto de consenso: a possibilidade da presença das chamadas "novas
tecnologias" ou, mais precisamente, das tecnologias da informação e da
comunicação (TIC). Essa presença tem sido cada vez mais constante no discurso
pedagógico, compreendido tanto como o conjunto das práticas de linguagem
desenvolvidas nas situações concretas de ensino quanto as que visam a atingir
um nível de explicação para essas mesmas situações.
Em outras palavras, as TIC
têm sido apontadas como elemento definidor dos atuais
discursos do ensino e sobre o ensino, ainda que prevaleçam
nos últimos. Atualmente, nos mais diferentes espaços, os mais diversos textos
sobre educação têm, em comum, algum tipo de referência à presença das TIC no
ensino. Entretanto, a essa presença têm sido atribuídos sentidos tão diversos
que desautorizam leituras singulares. Assim, se aparentemente não há dúvidas
acerca de um lugar central atribuído às TIC, também não há consenso quanto à
sua delimitação.
Lévy (1999) afirma que, no
limite, as TIC estão postas como elemento estruturante de um novo discurso
pedagógico, bem como de relações sociais que, por serem inéditas, sustentam
neologismos como "cibercultura". No outro extremo, o que as novas
tecnologias sustentam é uma forma de assassinato do mundo real, com a
liquidação de todas as referências, em jogos de simulacros e simulação
(Baudrillard, 1991).
Para Moran, (2004) no
entremeio, podem constituir novos formatos para as mesmas velhas concepções de
ensino e aprendizagem, inscritas em um movimento de modernização conservadora,
ou, ainda, em condições específicas, instaurar diferenças qualitativas nas
práticas pedagógicas. Em síntese, a presença das TIC tem sido investida de
sentidos múltiplos, que vão da alternativa de ultrapassagem dos limites postos
pelas "velhas tecnologias", representadas principalmente por
quadro-de-giz e materiais impressos, à resposta para os mais diversos problemas
educacionais ou até mesmo para questões socioeconômico-políticas.
Nas palavras de Mattelart
(2002, p. 9), a segunda metade do século XX foi marcada pela "formação de
crenças no poder miraculoso das tecnologias informacionais". Mesmo que, em
princípio, pareça ingênuo, este último movimento está inscrito em um modo de
objetivação das TIC inextricavelmente ligado à concepção de "sociedade da
informação".
4. As TIC para a Educação a Distância
Para Fonseca (1998) os
organismos internacionais têm forçado, por meio do estabelecimento de
"condicionalidades" para a concessão de créditos e a aplicação de
sanções pelo seu descumprimento, a incorporação das TIC como elemento central
de qualquer política educacional atenta às transformações engendradas pela
chamada revolução científico-tecnológica e às necessidades da economia.
Nas palavras de Barreto e
Leher "Um admirável mundo novo emerge com a globalização e com a revolução
tecnológica que a impulsiona rumo ao futuro virtuoso". (...) A partir
dessa premissa, organismos internacionais e governos fazem ecoar uma mesma
proposição: é preciso reformar de alto a baixo a educação, tornando-a mais
flexível e capaz de aumentar a competitividade das nações, únicos meios de
obter o passaporte para o seleto grupo de países capazes de uma integração
competitiva no mundo globalizado". (2003, p. 39).
Nesse movimento, tem sido
anunciado um novo paradigma educacional. O anúncio é recorrente
no site do MEC, cuja formulação, vale insistir, levou o discurso dos
organismos internacionais às últimas consequências, posicionando as tecnologias
no lugar dos sujeitos. Esse paradigma é constituído pela substituição
tecnológica e pela racionalidade instrumental, está inscrito na
"flexibilização", especialmente na precarização do trabalho docente,
sendo coerente com a lógica do mercado: quanto maior a presença da tecnologia,
menor a necessidade do trabalho humano.
Chaui (1999) prevê cada
vez menos professores e mais alunos, sob a alegação de que o desempenho dos
últimos depende menos da formação dos primeiros e mais dos materiais
utilizados. A rigor, o discurso do MEC opera duas inversões: substitui a lógica
da produção pela da circulação e a lógica do trabalho pela da comunicação, na
crença de que, "sem alterar o processo de formação de professores do
ensino básico e sem alterar seus salários aviltantes, tudo irá bem à educação
desde que haja televisões e computadores nas escolas".
Ainda na fala de Mattelart
(2002) as propostas dos organismos internacionais, "o acesso via Internet
ao 'saber universal', que necessariamente terá a sua fonte nos monopólios de
saber já existentes, resolveria o problema não apenas da fratura digital, mas
também o da fratura social" (Mattelart, 2002, p. 164). Nestes termos, é
formulada a proposta de "tecnologias para todos", como superação do
chamado "divisor digital".
Em contrapartida, como
afirma Leher (1997, p. 130), o próprio Banco Mundial, ao assinalar que a
utilização das tecnologias é o "instrumento privilegiado para inserir os
países no fluxo hegemônico do Tempo", também reconhece a inviabilidade de
que os países caracterizados pelos tempos lentos (em desenvolvimento,
periféricos, do Sul) venham a ser inseridos no ritmo acelerado dos países
centrais (do Norte).
Desse modo, ao passo que
são apregoadas novas possibilidade, como a superação do divisor digital, é
instituída, com base na sua própria ressignificação, uma espécie
de apartheid educacional em escala planetária. Ao passo que o
discurso trata da democratização do acesso, as práticas sociais evidenciam que
essa espécie de linha divisória entre os incluídos e os excluídos não diz respeito
a acesso ou ausência de acesso, mas aos modos como ele é produzido e aos
sentidos de que é investido.
5. Tendências atuais
Para Freitas (1992), as
formulações da virada do século, ainda que em novas bases, não deixam de
constituir uma retomada das propostas produzidas na década de 1970.
"Mantém-se aqui sua característica fundamental: uma análise da educação
desgarrada de seus determinantes históricos e sociais". Portanto, assumem
cunho marcadamente neotecnicista, do gerenciamento da educação a partir de
competências, passando pela aposta nos materiais ditos
"autoinstrucionais", até as alternativas de uma sociedade sem
escolas.
O que há de novo são
discursos muito mais elaborados, sob os mais diversos pontos de vista, assim
como mais ágeis na conquista de materialidade mais espessa. Assim, nas relações
entre discurso e mudança social, a "comodificação" do discurso
educacional ultrapassa os limites da dimensão simbólica e instaura,
concretamente, o lugar da sobremercantilização da educação: os cursos como
pacotes, a prestação de serviços educacionais, o gerenciamento da OMC. Ou, por
outro ângulo, o campo da ideologia teria sido reconfigurado para promover as
condições mais favoráveis às mudanças pretendidas.
De qualquer modo, as
relações entre discurso e mudança social precisam ser objeto de atenta análise
política, com o fim dar conta de novos clichês que, circulando,
contribuem para a produção de um imaginário o qual faz com que uma
interpretação particular apareça como sendo a necessária, ao sustentar a legitimação
e a fixação de sentidos hegemônicos.
Vale lembrar que, do ponto
de vista discursivo, ideologia corresponde a hegemonia de sentido. O sentido
hegemônico das TIC aponta para o primado da dimensão técnica, apagando as
questões de fundo. Em se tratando da sua incorporação educacional, parece não
haver espaço para a análise dos seus modos e sentidos.
Na perspectiva maniqueísta
de "plugados ou perdidos", quaisquer objeções podem ser alvo da
desqualificação que marca o segundo grupo. Enquanto isso, no primeiro, as
discussões podem ser travadas a partir de questões como as diferenças entre
aprendizagem cooperativa e colaborativa, ou entre construtivismo e
construcionismo (Papert, 1993), nos limites da esfera dita pedagógica, sem
remeter às suas dimensões econômicas, políticas e sociais.
Neste contexto, é
importante verificar a afirmação de um "novo paradigma", recorrente
no site do MEC, ou paradigma emergente, em geral associado ao
afastamento das objetivações supostamente marcadas pela simplicidade, em
direção à complexidade (Morin, 1998). É inegável a hegemonia do movimento de
virtualização do ensino, na perspectiva de e learning, cuja tradução mais
comum tem sido "educação a distância via Internet": uma forma de
aprendizagem em que a mediação tecnológica é destacada, nos mais diversos
"ambientes de aprendizagem".
Mesmo sem entrar no mérito
da polissemia desta expressão, é importante pontuar que ela deixa de contemplar
o ensino, concentrando-se no segundo elemento do par: a aprendizagem. É
quebrada a unidade ensino-aprendizagem, que tem dado sustentação aos mais
diversos estudos acerca das práticas educativas, supondo a aprendizagem sem
ensino ou, ainda, o ensino inteiramente identificado aos materiais que
sustentam as alternativas de e-learning. Em qualquer das hipóteses, essa
quebra não pode ser desvinculada do "novo lugar" do professor, na
condição de profissional do ensino.
Ainda quanto
aos clichês em circulação, é possível verificar um deslocamento
significativo de "não se aprende apenas na escola" para "não se
aprende na escola", na medida em que remete à tendência de
desterritorialização da escola. Não apenas toda a ênfase está sendo posta nos
ambientes de aprendizagem, mas os textos já contemplam "educações"
diversas, materializadas nas expressões "educação acadêmica" e
"educação corporativa".
Retomando o ponto de
partida deste conjunto de reflexões, é possível afirmar que a
desterritorialização proposta não pode ser pensada fora dos parâmetros
mercadológicos e do pressuposto de que a escola deva romper com a sua forma
histórica presente para fazer frente aos desafios da "globalização".
Rejeitando esta lógica, o desafio maior é fazer frente à tentativa de
apagamento dos determinantes históricos e sociais da escola. Nas palavras de
Alves (2004, p. 218):
O que está em jogo não é
só o discurso competente: "Aquele que pode ser proferido, ouvido e aceito
como verdadeiro ou autorizado porque perdeu os laços com o lugar e o tempo de
sua origem" (Chaui, 1989, p. 9). É, entre outras questões, a redução das
TIC à EAD, como forma material da "comodificação". São os embates
contemporâneos entre a proposta de educação como mercadoria e a sua defesa como
direito e prática emancipatórias.
6. A Utilização das Novas Tecnologias na
Educação
Estudos demonstram que a
utilização das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs), como
ferramenta, traz uma enorme contribuição para a prática escolares em qualquer
nível de ensino. Essa utilização apresenta múltiplas possibilidades que poderão
ser realizadas segundo uma determinada concepção de educação que perpassa
qualquer atividade escolar.
É importante salientar
que, desde o início da década de 90, as escolas públicas de vários estados têm
sido equipadas com um verdadeiro arsenal de tecnologias: TV Escola,
vídeo-escola, centrais de informática, etc. Todos esses projetos têm a
pretensão de ensinar com o apoio das máquinas e assim melhorar a prática
pedagógica. Certamente tais tecnologias têm auxiliado, em algum momento, o
processo de ensino e talvez o de aprendizagem, mas o resultado tem sido pouco
observável na prática e a educação formal continua essencialmente inalterada.
Para LOING (1998), a
introdução das NTICs na educação deve ser acompanhada de uma reflexão sobre a
necessidade de uma mudança na concepção de aprendizagem vigente na maioria das
escolas atualmente.
Segundo LITTO (1992), o
atual sistema educacional é um espelho do sistema industrial de massa, onde os
alunos passam de uma série a outra, numa sequência de matérias padronizadas
como se fosse uma linha de montagem industrial. Os conhecimentos acumulados são
despejados em suas cabeças; alunos com maior capacidade para absorção de fatos
e comportamento submisso são colocados em uma trilha mais veloz, enquanto
outros são colocados na trilha de velocidade mediana.
"Produtos
defeituosos" são tirados da linha de montagem e devolvidos para
"conserto". Estamos vivendo em uma era de transformações, uma era de
interdependência global com a internacionalização da economia e a super
valorização da comunicação e informação. Organizações da sociedade industrial
estruturadas para desempenhar tarefas de natureza hierárquicas de comando e
controle estão sendo substituídas, devido à competitividade e à complexidade,
pela formação de grupos em torno de projetos específicos.
Comando e controle dão
lugar à aprendizagem e resposta, numa tentativa, por parte de cada organização,
de ser a primeira a chegar ao mercado com produto ou serviço de boa qualidade.
O ambiente apropriado para a realização desse tipo de trabalho tem sido o que
privilegia reuniões presenciais de grupos, mas também fornece acesso
instantâneo à rede Internet e aos discos e disquetes contendo respostas para
permitir as tomadas de decisões do grupo. Comprovando assim que o ambiente de
aprendizagem ou trabalho determina, em parte, a natureza do produto.
Com a revolução
tecnológica e científica, a sociedade mudou muito nas últimas décadas. Assim a
educação não tem somente que adaptar às novas necessidades dessa sociedade do
conhecimento como, principalmente, tem que assumir um papel de ponta nesse
processo. Os recursos tecnológicos de comunicação e informação têm se
desenvolvido e se diversificado rapidamente. Eles estão presentes na vida
cotidiana de todos os cidadãos, que não podem ser ignorados ou desprezados.
Embora seja possível
ensinar e aprender sem eles, as escolas têm investido cada vez mais nas NTICs.
Pela enorme influência que essas NTICs, especialmente a computação, têm
exercido atualmente na educação é que torna-se necessária uma reflexão sobre a
concepção de aprendizagem que deverá perpassar a utilização dessa tecnologia na
prática educativa.
Uma ideia muito difundida
na educação é que as NTICs, principalmente a informática, servem para facilitar
o processo de ensino e aprendizagem. Essa ideia está ligada ao fato de que a
tecnologia entrou na vida do homem para facilitar. Dessa maneira a utilização
das NTICs está fundamentada em uma concepção de aprendizagem Behaviorista, onde
aprender significa exibir comportamento apropriado. Assim o objetivo principal
da educação se restringe a treinar os estudantes a exibirem um determinado
comportamento e controlá-lo externamente.
Uma segunda idéia é o uso
do computador na educação como dispositivo para ser programado, realizando o
ciclo descrição – execução – reflexão – depuração – descrição, que é de extrema
importância na aquisição de novos conhecimentos. Segundo VALENTE (1998), diante
de uma situação problema, o aprendiz tem que utilizar toda sua estrutura
cognitiva para descrever para o computador os passos para a resolução do problema,
utilizando uma linguagem de programação.
A descrição da resolução
do problema vai ser executada pelo computador. Essa execução fornece um
"feedback" somente daquilo que foi solicitado à máquina. O aprendiz
deverá refletir sobre o que foi produzido pelo computador; se os resultados não
corresponderem ao desejado, o aprendiz tem que buscar novas informações para
incorporá-las ao programa e repetir a operação. Dessa forma, o computador
complica a vida do aprendiz ao invés de facilitá-la.
Com a realização desse
ciclo, o aprendiz tem a oportunidade de encontrar e corrigir seus próprios
erros e o professor, entender o que o aprendiz está fazendo e pensando.
Portanto, o processo de achar e corrigir o erro constitui uma oportunidade
única para o aluno aprender sobre um determinado conceito envolvido na solução
de um problema ou sobre estratégias de resolução de problemas.
A realização do ciclo
descrição – execução – reflexão – depuração – descrição não acontece
simplesmente colocando o aprendiz diante do computador. A interação aluno
computador precisa ser mediada por um profissional agente de aprendizagem que
tenha conhecimento do significado do processo de aprender por intermédio da
construção de conhecimento, para que ele possa entender as ideias do aprendiz e
como atuar no processo de construção do conhecimento para intervir
apropriadamente na situação, de modo a auxiliá-lo nesse processo.
Essa idéia está
fundamentada nos princípios da teoria construtivista de Piaget, que parte da
premissa que o conhecimento não procede apenas da programação inata do sujeito
e nem de sua única experiência sobre o objeto, mas é resultado tanto da relação
recíproca do sujeito com seu meio, quanto das articulações e desarticulações do
sujeito com esse objeto. Dessas interações surgem construções cognitivas
sucessivas, capazes de produzir novas estruturas em um processo contínuo e
incessante.
Portanto, o uso das NTICs
na educação deve ter como objetivo mediar a construção do processo de
conceituação dos alunos, buscando a promoção da aprendizagem e desenvolvendo
habilidades importantes para que ele participe da sociedade do conhecimento e
não simplesmente facilitando o seu processo de ensino e de aprendizagem. Para
que as NTICs promovam as mudanças esperadas no processo educativo, devem ser
usadas não como máquinas para ensinar ou aprender, mas como ferramenta
pedagógica para criar um ambiente interativo que proporcione ao aprendiz,
diante de uma situação problema, investigar, levantar hipóteses, testá-las e
refinar suas ideias iniciais, construindo assim seu próprio conhecimento.
A utilização das NTICs na
educação não garantirá por si só a aprendizagem dos alunos, pois as mesmas são
instrumentos de ensino que podem e devem estar a serviço do processo de
construção e apropriação do conhecimento dos aprendizes. A introdução desses
recursos na educação deve ser acompanhada de uma sólida formação dos
professores para que eles possam utilizá-las de uma forma responsável e com
potencialidades pedagógicas verdadeiras, não sendo utilizadas como máquinas
divertidas e agradáveis para passar o tempo.
7. A informática como objeto de estudo
Devemos propor a
informática como objeto de estudo e não apenas como recurso de
ensino-aprendizagem. Este estudo deveria ser informado por pesquisas na área
que investiguem:
- A
questão do próprio uso da informática na educação, a partir da experiência
e práticas não desenvolvidas pela defesa a priori de que esse uso está à
melhoria do processo ensino-aprendizagem e à aprendizagem significativa;
- Cultura
da informática e suas relações com a cultura escolar e outros universos
culturais.
Cabe perguntar: em que
medida o uso, por exemplo, da internet favorece a construção de uma perspectiva
intercultural na escola ou o fortalecimento de posturas monoculturais ou de
preconceitos em relação à cultura dos diferentes, ou ainda, em que medida o uso
da internet implica uma cultura diferente, no entrecruzamento das culturas na
escola.
Deve-se ainda estudar, nos
processos de educação à distância mediada pelo computador:
- A
relação da flexibilização do tempo para as atividades de
ensino-aprendizagem com questões de intensificação do trabalho docente;
- As
novas características do papel do professor e dos processos de avaliação.
Deve-se, finalmente, lidar
com os recursos tecnológicos da sociedade do conhecimento de forma crítica, o
que envolve o entendimento de que:
- Esses
recursos estão inscritos nas relações capitalistas de produção, num
contexto de redefinição da teoria do capital humano, que é
reconceptualizado, nas novas organizações, com capital intelectual;
- Esses
recursos se articulam com questões atuais do desemprego estrutural e
subemprego;
- No
entanto, o conhecimento e o desenvolvimento tecnológico são forças
materiais também na concretização de valores que se relacionam com os
interesses dos excluídos, contradizendo os valores próprios da acumulação
capitalista;
- Em
todo contexto discutido, a educação assume papel crucial na socialização e
construção do conhecimento e da cultura, podendo ultrapassar o caráter
instrumental do conhecimento, tendo em vista a formação de cidadãos
comprometidos com: a igualdade e a inclusão sociais; a tolerância e o
diálogo intercultural.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
As transformações nas
formas de comunicação e de intercâmbio de conhecimentos, desencadeadas pelo uso
generalizado das tecnologias digitais nos distintos âmbitos da sociedade
contemporânea, demandam uma reformulação das relações de ensino e aprendizagem,
tanto no que diz respeito ao que é feito nas escolas, quanto a como é feito.
Precisamos então começar a pensar no que realmente pode ser feito a partir da
utilização dessas novas tecnologias, particularmente da Internet, no processo
educativo. Para isso, é necessário compreender quais são suas especificidades
técnicas e seu potencial pedagógico.
As Novas Tecnologias e
Educação visa discutir as possibilidades que o ciberespaço oferece para a
criação de novos padrões de aquisição e construção dos conhecimentos, ao
permitir o uso integrado e interativo de diversas mídias, a exploração hipertextual
de um volume enorme de informações e a comunicação a distância.
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, N. Imagens
de tecnologias nos cotidianos das escolas, discutindo a relação "localuniversal".
In: ROMANOWSKI et al. (Org.). Conhe- 1199 Educ. Soc., Campinas,
vol. 25, diversidade, mídias e tecnologias na educação. Curitiba: Champagnat,
2004.
BARRETO, R.G.; LEHER, R. Trabalho docente e as reformas neoliberais.
In: OLIVEIRA, D.A. (Org.). Reformas educacionais na América Latina e
os trabalhadores docentes. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
BAUDRILLARD, J. Simulacros
e simulação. Lisboa: Relógio d'Água, 1991.
Leia mais em: https://www.webartigos.com/artigos/a-educacao-e-as-novas-tecnologias/3050/#ixzz5KQzcFxHa
8 motivos para usar tecnologia em benefício da educação
Conheça
razões para inserir as novas tecnologias no ambiente escolar
Usar
ou não usar novas tecnologias no dia a dia escolar já não é mais a questão.
Afinal, o uso da tecnologia faz parte da vida das novas gerações fora da sala de aula e, por isso, a sua
aplicação em
benefício da educação pode ser considerada um importante
caminho para aumentar o dinamismo das aulas. Nesse contexto, o importante é
saber como integrar as novas
formas de ensinar e aprender ao planejamento e ao currículo escolar.
Mas,
para chegar lá, que tal conhecer alguns benefícios que estas ferramentas
pedagógicas digitais oferecem, tanto para o seu plano de aula, como para melhorar
o desempenho dos seus alunos?
Selecionamos
oito motivos, entre benefícios, vantagens e curiosidades sobre o uso da tecnologia
na educação. Confira!
1.
Aprimorar a qualidade da educação: proporcionando
novos caminhos para o ensino e aprendizagem, além de novas metodologias,
formando educadores e os ajudando a descobrir estratégias inovadoras para o
aperfeiçoamento do processo educacional.
2.
Ajudar a elevar os índices de desenvolvimento
da educação básica: para que, em 2022, o Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), oferecida nas escolas públicas
brasileiras, alcance a meta proposta pelo Ministério da Educação (MEC) de 6,0.
3.
Tornar as aulas mais atraentes e inovadoras: ampliando
possibilidades para alunos e para professores e transformando a aprendizagem,
tornando-a mais motivadora e significativa.
4.
Contribuir para a diminuição das reprovações e
da evasão escolar: auxiliando os alunos com facilidades ou
dificuldades de aprendizagem através da educação personalizada, e despertando o
interesse deles para os estudos.
5.
Aumentar a integração e o diálogo entre alunos
e professores: incentivando a autoconfiança,
afetividade, autonomia e socialização entre docentes e discentes.
6.
Auxiliar na melhoria do desempenho dos alunos: ampliando
a sala de aula para fora do horário e do ambiente escolar, e melhorando,
inclusive, a produtividade na lição de casa.
7.
Estimular alunos a aprenderem e a ensinarem: aumentando,
também, o diálogo com a família, em casa, sobre os assuntos vistos em aula.
8.
Despertar a curiosidade e as novas
descobertas: estimulando novas experiências através
da cultura digital, construindo novas competências e contribuindo para o
desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Fontes: TIC Educação 2013, Unesco, Instituto
de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Novas tecnologias facilitam a aprendizagem
escolar
Uso integrado de novas mídias desafiam
professores e alunos a adotarem a produção colaborativa em salas de aula
Publicado: 09/07/2014
18h07, última modificação: 22/12/2017 18h28
Estudar a integração de novas tecnologias ao
currículo educacional é o que faz a pesquisadora e professora do setor de
educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Nuria Pons Vilardell Camas.
Desde 2000, ela se dedica ao estudo e impacto da cultura digital na educação e
constata que o mundo no qual vivemos é praticamente digital e que, portanto, a
tecnologia faz parte do dia a dia.
Segundo a professora, independentemente da
tecnologia, é importante entender, criar e dar vazão a uma nova escola, que
vislumbre o currículo como o caminho a ser construído para e pelos aprendizes.
“O melhor resultado não virá pela tecnologia,
mas pela compreensão do que se espera da educação”, avalia. “A tecnologia é
parte, não é o todo", completa.
Conceito
Segundo a professora, por novas tecnologias
entende-se a convergência de tecnologias e mídias para um único dispositivo,
que pode ser o notebook, o celular, o tablet, a lousa digital, o robô e
quaisquer outras que surjam. Para o uso educacional, interessa particularmente
a produção colaborativa de conhecimento, em que alunos e professores juntos
também sejam coautores.
“O importante, independentemente da tecnologia,
é entender, criar e dar vazão a uma nova escola, que vislumbre o currículo como
o caminho a ser construído para e pelos aprendizes, incluindo alunos,
professores, gestores e familiares”, afirmou.
Benefícios
Usar tecnologias em sala de aula, na escola,
em casa e nas ruas faz parte da rotina de muitos estudantes. Segundo a
professora, as novas tecnologias devem fazer parte do cotidiano escolar como é
o livro, o quadro negro e o giz.
“É necessário oferecer condições para
promoção da educação de nosso tempo, que deve estar integrada ao local em que
estivermos”, ressalta.
Realidade na sala de
aula
Um dos maiores enfrentamentos na formação de
futuros professores é integrar as tecnologias à educação, principalmente unindo
os conhecimentos técnico-pedagógicos de forma interdisciplinar.
“Basta olhar os projetos político-pedagógicos
das licenciaturas e das pedagogias. Para alguns, esse uso [das novas
tecnologias] é voltado à parte técnica — ligar, desligar, usar um software ou
aplicativo. Entretanto, não será somente isso que o professor enfrentará na
escola. E é no enfrentar, entendido como prática, que se deve pensar. E em
preparar o professor”, afirma a professora.
Papel do professor
Embora as tecnologias tenham um papel
importante no ensino-aprendizagem, “sempre será necessário um professor para
dar conhecimento científico aos alunos, propiciar aos alunos a mediação do
conhecimento”, ressalta.
Além disso, um dos papéis importantes do
docente é o de auxiliar o aluno e capacitá-lo para incluí-lo na cultura
digital. “A união das possibilidades com o uso da web 2.0 — escrita, leitura,
partilha, imagem e som em uma única página navegável, colaboração — pode ser
feita por todos que tenham acesso à rede de computadores”, completa.
Dessa forma, a mediação pedagógica se faz
necessária para que o aluno saia da sala de aula com plena capacidade de
usufruir das possibilidades que o universo digital oferece.
Estimular o estudo e a reflexão sobre o uso
das tecnologias com a mediação digital é uma das principais vocações da EaD
Por: NOVA
ESCOLA
Projetos
pedagógicos que encaram a tecnologia como mero meio de transmissão, predomínio
de material impresso e de interações presenciais. Currículos que não contemplam
disciplinas relacionadas à tecnologia. Essas foram algumas das descobertas da
pesquisa Educação a Distância: Oferta,
Características e Tendências dos Cursos de Licenciatura em Pedagogia,
tema desta edição especial.
O
estudo também mostrou um cenário pouco alentador no que se refere à apropriação
de ferramentas tecnológicas por parte dos alunos. Os cursos estudados não só
deixam de fazer o "letramento digital" dos estudantes - de modo a
levá-los a adquirir a fluência necessária para interagir por meio de ambientes
virtuais de aprendizagem - como também não promovem sua "inclusão
digital". Ou seja, não introduzem o uso das tecnologias e, portanto, não
capacitam os futuros docentes a utilizá-las durante o curso e, mais adiante, em
sua vida profissional.
O
panorama identificado, infelizmente, não é uma surpresa. Em duas décadas
trabalhando com EaD, já vi uma grande quantidade de cursos a distância que não
exploram todo o potencial interativo das tics para aproximar as pessoas e
promover a interação social, a produção de conhecimentos, a colaboração e a
aprendizagem. Em vez disso, informatizam o ensino, espelhando-se no pior tipo
de aula presencial (que é exclusivamente expositiva, sem abertura para debates
e reflexões) e usando a tecnologia apenas para transmitir aulas ou para enviar
textos simplificados.
Ora,
a EaD depende da tecnologia e não se pode esquecer de dar a devida ênfase a
ela. As características específicas das TIC, entre as quais a interação
multidirecional e síncrona, a busca, a organização e a reelaboração de dados,
por exemplo, são elementos distintivos da modalidade atualmente. É fundamental,
portanto, ensinar sobre ela com a mediação de recursos tecnológicos, incluindo
estudos e práticas sobre o uso das TIC. Assim, a formação deve incluir o
experimentar, o vivenciar, o refletir e o discutir as TIC no âmbito do ensino e
da aprendizagem.
Os
computadores, os tablets,
os celulares e, principalmente, a internet precisam fazer parte do cotidiano do
curso, criando um elo orgânico entre os momentos de interação virtual e
presencial. Assim, será possível transformá-lo em uma verdadeira rede social
educacional, na qual se produz conhecimento com base no diálogo com o outro (a
distância ou presencialmente). Do contrário, a Pedagogia na EaD permanecerá
como nada mais que um curso por correspondência, que até pode ser instrutivo,
mas nunca dará conta do papel formativo que precisamos implementar para
transformar a Educação brasileira.
Sérgio Roberto Kieling Franco é Secretário de Educação a Distância da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


Questões de estudo
ResponderExcluirGeísa Lucena de Lima
1- Entende-se que a tecnologia vem para acrescentar o ensino do professor e melhorar o aprendizado do aluno, porém enfatizando que o papel do professor é essencial mesmo com o surgimento das novas tecnologias.
2- Conscientizar sobre a importância.
Capacitar educadores usando tecnologias móveis.
3- Permite que se aprenda em qualquer hora e lugar, é um bom motivo, pois disponibiliza de um material de estudo muito amplo que permite tirar dúvidas.
Capacitar educadores usando tecnologias móveis, para que os mesmos consigam dominar essa ferramenta tão rica do conhecimento, e passar para o aluno, com aulas dinâmicas que chamem a atenção.
4- A vantagem é poder ter acesso à vários conteúdos em qualquer hora e lugar. A desvantagem é que nem sempre os alunos se concentram na atividades usando as tic's, e acabam entrando em sites de internet ou até mesmo copiando as respostas.
5- a) tem alunos do século XXI, professores do século XX e uma estrutura do século XVIII. A escola precisa incorporar os espaços e tempos virtuais às suas rotinas e aproveitar melhor o seu potencial para a aprendizagem de qualidade.
6- (a) certo
7- (b) utilização das redes sociais
8- (a) certo
9- c) a formação docente em nada precisa ser alterada, pois as tecnologias são instrumentos coadjuvantes à prática docente (tanto tecnicamente, quanto pedagogicamente) e perceba quando integrá-las a sua prática pedagógica.
10- (b) errado
Questões de estudo
ResponderExcluirBruna das Graças dos Santos oliveira
1-O verdadeiro educador é aquele que sabe conduzir o seu aluno na busca e no acesso a informação necessária de modo que para orienta-lo no processo de construção de conhecimento, interagindo com o seu aluno enquanto ser humano que tem sensibilidade para perceber e atender as suas necessidades e aos interesses pessoais.
2- Entre as 10 recomendações as duas que considero de suma importância é: 04 ; ter acesso igualitário;todos dentro da sala de aula devem ter os mesmos direitos,e caso haja atividades extras deve-se garantir que todos terão acesso igualitário as ferramentas educacionais.
02; conscientizar sobre sua importância deve haver uma conscientização de uso das ferramentas para que se mantenha o foco no seu proposito.
3-Melhorar a comunicação: para que haja o ensino com mais comunicação, ter acesso igual e trazendo novos meios de técnicas para o ensino.
Ter acesso igualitário: como sabemos na maioria das escolas não há processos iguais.
4- vantagem: O comercio eletrotônico da muita vantagem que pode ser usada facilitando a maneira de pesquisar.
Desvantagem: Produtos sem poder ser experimentados
5- A) tem alunos de seculos XXI professores do século XX e uma estrutura de século XVII. As escolas precisa incorporar os espaços e tempos virtuais e as suas rotinas.
1- A) Certo
7-E) Um melhor desempenho educacional não acontecesse com o uso de melhores instrumentos de ensino é necessário um professor "bem formado" que os utilize.
8- A)
9- A) Certo
Questões de estudo -
ResponderExcluirKenia Miceli Maia Dantas
Turma - Domingo
1-O professor deve sempre esta usando a tecnologia para passar para seus alunos embora que facilita muito o trabalho de todos .
2-02 Conscientizar sobre sua importância : Deve haver uma conscientização do uso das ferramentas para que se mantenha o foco no seu proposito .
10 Usar tecnologia para melhorar comunicação e a gestão educacional : A tecnologia na educação nao deve ser uma barreira e sim um meio de estimulo de comunicação entre pais,professores e estudantes .
3-13 motivos para usar -Melhorar a comunicacão : para os alunos repassarem mais sobre seu aprendizado para os colegas e formar uma boa comunicacão.
10 Recomendações para o uso -Ter acesso igualitário : ter o acesso igualitário e muito importante , tanto nas escolas como no comércio etc ..
4-Vantagem do comércio eletrônico é que podemos comprar a mercadoria da mesma qualidade ou seja em valor alto ,podemos comprar em menor preço .
Já na desvantagem é que nem tudo o que compramos ficasse legal , como por exemplo : Roupas , ficará pequena grande entre outras .
5-A
6-a
7-A
8-a
9-E
10-B .
Questões de estudo -
ResponderExcluirKenia Miceli Maia Dantas
Turma - Domingo
1-O professor deve sempre esta usando a tecnologia para passar para seus alunos embora que facilita muito o trabalho de todos .
2-02 Conscientizar sobre sua importância : Deve haver uma conscientização do uso das ferramentas para que se mantenha o foco no seu proposito .
10 Usar tecnologia para melhorar comunicação e a gestão educacional : A tecnologia na educação nao deve ser uma barreira e sim um meio de estimulo de comunicação entre pais,professores e estudantes .
3-13 motivos para usar -Melhorar a comunicacão : para os alunos repassarem mais sobre seu aprendizado para os colegas e formar uma boa comunicacão.
10 Recomendações para o uso -Ter acesso igualitário : ter o acesso igualitário e muito importante , tanto nas escolas como no comércio etc ..
4-Vantagem do comércio eletrônico é que podemos comprar a mercadoria da mesma qualidade ou seja em valor alto ,podemos comprar em menor preço .
Já na desvantagem é que nem tudo o que compramos ficasse legal , como por exemplo : Roupas , ficará pequena grande entre outras .
5-A
6-a
7-A
8-a
9-E
10-B .
Questões de estudo:
ResponderExcluirDiscente: Raizza Mirelly de Oliveira Alves.
Turma: Domingo.
Questão 1- Não resta dúvidas que os professores devem estar em contato com as novas formas de ensinar, o hábito de atualizar-se com outras ferramentas ganha flexibilidade e aumenta a capacidade de se adaptar as mudanças. A atualização permite ao profissional não apenas se manter em dia, como, também, diversos benefícios para a sua rotina, relação com os estudantes e o funcionamento da própria escola. Cada dia a tecnologia promove novas formas de aprender, permitindo aos alunos assumirem uma postura mais crítica e atuante no processo de desenvolvimento.
Questão 2- 4) Ter acesso igualitário: Todos dentro da sala de aula devem ter os mesmos direitos, e caso haja atividades extras deve-se garantir que todos terão acesso igualitário.
10) Usar a tecnologia para melhorar a comunicação e a gestão educacional: A tecnologia na educação não deve ser uma barreira e sim um meio de estimulo de comunicação entre os pais, professores e estudantes.
Questão 3- Melhorar a aprendizagem contínua. Com a tecnologia, os estudantes sentem-se mais a vontade e tem um interesse maior.
Treinar professores. Os professores devem estar aptos e seguros a utilizar a tecnologia em sala de aula, pois não adianta ser um profissional atualizado, usando usando os mesmos métodos e com a insegurança de usa-los.
Questão 4- A vantagem séria a melhor identificação dos produtos. Já a desvantagem séria os produtos que não podem ser experimentados.
Questão 5- Letra A.
Questão 6- Letra A (Certo).
Questão 7- Letra C.
Questão 8- Certo.
Questão 9- Letra C
Questão 10- Letra B (Errado).
Maria Jailma 21julho 2018
ResponderExcluir1-A tecnologia vêm para dar mais suporte ao educador,assim transformando aulas em experiência de vida.porém o professor saiba conduzir seu aluno de melhor forma para o aprendizado.
Excluir2-A conscientização sobre essas formas de trabalho,melhorias do aprendizado e eficiência dos promocionais .
Excluir3-Uma comunicação com tecnologia é algo de suma importância para o aprendizado nas salas, visando e priorizando a melhorias no ambiente de trabalho.
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