sexta-feira, 6 de julho de 2018

PLANO DE AULA USANDO AS TICS




QUESTÕES DE ESTUDO


QUESTÕES DE ESTUDO


1.   Disserte sobre essa citação de (LEITE, 2008 p.71-72).
A tecnologia vem para dar maior apoio ao professor e melhor ensino ao aluno. Mas não deixando de lado o papel fundamental do educador diante da tecnologia e do educando, onde o verdadeiro educador é aquele que sabe conduzir seu aluno na busca e no acesso à informação necessária de modo que possa orientá-lo no processo construção de conhecimento, interagindo com o seu aluno enquanto ser humano que tem sensibilidade para perceber e atender às suas necessidades e aos interesses pessoais - tarefa que o computador não pode desempenhar bem (LEITE, 2008 p.71-72).

2.    Das, 10 Recomendações para uso de TICs na Educação, escolha duas delas que você considera de suma importância para o desenvolvimento do ensino aprendizagem nas escolas públicas.


3.    Você pode começar a aplicar a Tecnologia na Educação utilizado ExamTime. Confira o Mapa Mental resumo que criamos para você recordar dos conceitos apresentados e começar a criar seus recursos de estudo e aplicá-los em sala de aula!
·         Agora, escolha 1 dos 13 motivos e 1 das 10 recomendações para usar a tecnologia na educação e justifique sua escolha

4.  Indique a vantagem e a desvantagem do comércio eletrônico.


 

5. Leia a tirinha e responda:



A sociedade do conhecimento conta com Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) que transformam os modos de ser, de conviver, de comunicação e de mobilização. As novas TIC afetam a educação e desenvolvem novos recursos, geram um novo tipo de aluno e exigem um novo tipo de professor. A tirinha satiriza uma situação de sala de aula e expressa, assim, uma crítica à escola que


a)    tem alunos do século XXI, professores do século XX e uma estrutura do século XVIII. A escola precisa incorporar os espaços e tempos virtuais às suas rotinas e aproveitar melhor o seu potencial para a aprendizagem de qualidade.

b)    permite que os alunos utilizem em sala de aula das TIC, como celulares e máquinas fotográficas. Para que haja a aprendizagem sistemática e reflexiva, é necessário afastar as crianças do universo virtual que apresenta informações prontas, não contribuindo para o desenvolvimento do ato de pensar e sentir.
c)    permanece tendo como recurso único e básico o giz e a lousa na sua missão de integrar o país na civilização letrada. A escola não é “lan house”, que garante o acesso rápido à informação, e não pode entrar nesse modismo. O ato de aprender exige esforço e deve contar com os recursos pré- digitais.

d)    se transforma em “lan house” gratuita, que oferece o acesso ao mundo da tecnologia de forma democrática, promovendo a inclusão digital, fortalecendo e modernizando, assim, o seu caráter de oficina do conhecimento.

e)    se estrutura a partir dos quatro pilares da educação do século XXI propostos pelo Relatório Delors Unesco: “aprender a conhecer”, “aprender a fazer”, “aprender a viverem juntos”, “aprender a ser”, que, pensados na sua interação e interdependência, fundamentam- se numa concepção de totalidade dialética do sujeito.

1.    O futuro da educação é a mistura de presencial com virtual. 
A expansão da EaD e a chegada de cursos dessa modalidade em 
universidades públicas enseja a discussão acerca do preconceito em 
relação ao ensino que não é presencial. Romero Tori, pesquisador 
do tema, encampa a luta contra o título a distância e questiona a 
sensação de presença: “Existem alunos em curso presencial que 
estão muito mais distantes do que em curso virtual”.
Cristiane Capuchinho. In: Folha de S.Paulo (com adaptações).

Embora a EaD seja anterior às tecnologias da informação e da comunicação (TICs), é inegável que a EaD tem-se beneficiado muito com os TICs, devido às facilidades que estas proporcionam à comunicabilidade e à acessibilidade.

a)    Certo
b)    Errado

7.    A didática hoje leva em conta as novas tecnologias eletrônicas de comunicação e informação (TICs). Inúmeras são as estratégias didáticas que podem ser utilizadas considerando as TICs, EXCETO:

a)    gestão de espaços virtuais de aprendizagem.
b)   utilização das redes sociais.
c)    aulas de exposição frontal.
d)   trabalhos colaborativos em redes.
e)    metodologias midiáticas.
8.    Leia o texto e responda.

As TICs são o tópico frasal, o pólo em torno do qual gravitam as idéias apresentadas no primeiro parágrafo

a)    Certo
b)    Errado
7.    Sobre os aspectos relacionados ao uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs) na prática pedagógica e a qualidade para o processo ensino-aprendizagem, podemos afirmar que 

a)    o docente necessita ter consciência que é a tecnologia o meio e a ferramenta do fazer pedagógico, porque as TICs são o mais importante centro da ação.

b)   as atividades educacionais com apoio tecnológico diminuem o tempo de planejamento do trabalho do professor e requerem menor capacidade de criação, já que muitos programas trazem tudo pronto para ser usado em sala. 

c)    a formação docente em nada precisa ser alterada, pois as tecnologias são instrumentos coadjuvantes à prática docente (tanto tecnicamente, quanto pedagogicamente) e perceba quando integrá-las a sua prática pedagógica.Parte superior do formulário

d)   o emprego das tecnologias da informação e comunicação não impõe mudanças nos métodos de trabalho dos professores, gera apenas modificações no funcionamento das instituições e no sistema educativo.

e)    um melhor desempenho educacional não acontecesse com o uso de melhores instrumentos de ensino, é necessário um professor “bem formado” que os utilize.

8.    Com relação ao uso das tecnologias da informação (TICs) em educação corporativa, julgue os itens a seguir.

O desenvolvimento das novas TICs, embora tenha favorecido o processo de capacitação da mão de obra, que não precisa mais se deslocar ou se ausentar do trabalho para se qualificar, dificultou a gestão do conhecimento pelas próprias organizações.

a)    Certo
b)    Errado



APOSTILA DA DISCIPLINA NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO



AS NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO

Publicado em 02 de December de 2010 por Ingrid Chaves Carneiro Greco

RESUMO

As TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) na Educação vieram para somar no avanço do desenvolvimento contínuo da humanidade como ser crítico e intelectual. Neste trabalho tratamos dos fatores das NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação) apresentando o que há de novo nesse mercado digital alavancado pela Educação, seus novos produtos e fabricantes.
Palavras-chave: novas tecnologias em educação, novas tecnologias na educação, novas tecnologias digitais na educação, Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE), objeto educacional digital, equipamentos educacionais, principais softwares educacionais



1. INTRODUÇÃO
As NTICs são as novas tecnologias digitais, ao qual podemos entender que seja a aplicação de um conhecimento científico ou técnico, de um "saber como fazer", de métodos e materiais para a solução de uma dada dificuldade[1]. As TICs aqui serão tratadas como intermediadores do processo de ensino e aprendizagem e como tecnologias mútuas. 
Tecnologia de Comunicação é toda forma de veicular informação, tendo como seu ambiente de veiculação desde as mídias tradicionais (livros, fax, telefone, jornais, correio, revistas, rádio, vídeos) até as mídias modernas (informática e Internet) e a Tecnologia da Informação é toda forma de determinar, gravar, armazenar, processar e reproduzir as informações.
Na Tecnologia da Informação temos o suporte de armazenamento de informações (papel, arquivos, catálogo, HD?s dos computadores, CD?s, DVD?s, pen drives, MP3, MP4, etc.), os dispositivos que permitem o seu processamento (computadores e robôs) e os aparelhos que possibilitam a sua reprodução (máquina de fotocopiar, retroprojetor, projetor de slides/data show, etc.). Tecnologias que permitem a preparação e manipulação contígua de teores específicos por parte do professor/aluno (emissor) e do aluno/professor (receptor) [1].
A Internet e a televisão não são mais estranhos no ambiente da sala de aula, hoje contribuem para a criação de novas estratégias de ensino, aprendizagem e auto-capacitação [2]. As tecnologias aparecem cada vez mais promissoras na Educação, provocando mudanças no setor que não tarda em incorporar os últimos recursos tecnológicos destinados. 
Uma contribuição vinda da web, que não podemos deixar de mencionar aqui, são os chamados repositórios digitais, um recurso disponível na rede com a finalidade de armazenar diversos conteúdos digitais para que possam ser pesquisados, utilizados e reutilizados por meio de processo de busca. Esses repositórios são de variados tipos, sendo que neste artigo devemos destacar os repositórios educacionais, que tem como objetivo armazenar qualquer recurso pedagógico digital com a finalidade de aplicação em ambientes de aprendizagem como, por exemplo: animações, simulações, textos, mapas, experimentos, vídeos e outros [3].
Os OE (Objetos Educacionais) são recursos que visam maximizar o processo de ensino e aprendizagem dos alunos, possuindo a finalidade de complementar o conteúdo abordado em sala de aula. O BIOE (Banco Internacional de Objetos Educacionais), que pode ser acessado via Internet pelo site http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/, é um desses repositórios educacionais que tem por objetivo manter e disponibilizar diversos recursos pedagógicos digitais, compreendidos como OE (Objetos Educacionais), que possuem qualidade pedagógica, em três idiomas, em diferentes formatos e de livre acesso para toda a comunidade educacional [3]. Os OE disponíveis no BIOE objetivam atender a Educação Básica, Profissionalizante e Superior, nas mais diversas áreas do conhecimento, com os mais variados tipos de recursos (animação, simulação, áudio, vídeo, imagem, experimento prático, software educacional).

2. FÁBRICA DE OBJETOS EDUCACIONAIS DIGITAIS

OE digitais são aplicações da informática no ensino da Educação que podem ser encontrados gratuitamente ou pagos. São desde os softwares educacionais, jogos/simuladores, até os equipamentos informatizados de aprendizagem e ensino. A grande vantagem do material digital é sua facilidade para atualização e reutilização para diversos cursos[5]. Tendo como benefícios a acessibilidade, a interoperabilidade e a durabilidade. 
Diversos produtos free e seus fabricantes podem ser encontrados na web em uma simples busca. O BIOE, como já mencionamos neste artigo, é um dos repositórios que encontramos, ao qual podemos adquirir o produto sem custos e informações sobre seu criador.
A SoftMarket é uma empresa desenvolvedora de softwares educativos, classificados de acordo com suas disciplinas e tópicos, que pode ser encontrada hoje com um catálogo de mais de 500 softwares, da pré-escola ao ensino médio, conquistando centenas de escolas brasileiras e outros tipos de consumidores, onde seus produtos hoje podem ser adquiridos nas principais livrarias e lojas especializadas.
A Brink Mobil, especializada em produtos com tecnologia educacional, que tem como alvo atingir as salas de aulas, disponibiliza, por exemplo, o Brink Lousa. A lousa educacional interativa é um recurso didático e inovador, idealizado para tornar as aulas mais dinâmicas, ampliando o interesse e a participação dos alunos[6]. Um recurso multimídia de grande sensibilidade tátil, com funções disponíveis para serem trabalhadas, com um tipo de caneta específica que acompanha o produto ou com o simples toque dos dedos e possui finíssima espessura, apenas 18mm.
O recursos audiovisuais estão cada vez mais inovadores com os seus recursos tecnológicos. Outro exemplo é o novo conceito de retropojetor, com equipamentos que projetam diretamente as informações de livros, fotos, imagens impressas, pequenos objetos, a cores ou preto-e-branco, sem danificá-los.
A Opptiz Soluções empresa brasileira apresenta no seu catálogo soluções tecnológicas como a Lousa Eletrônica e a Carteira de Aula Informatizada. Hoje é líder de mercado no ramo que atua e utiliza tecnologia própria.
A recente empresa norte-americana Blackboard Inc. é uma empresa de desenvolvimento de plataformas e softwares específicos para os setores da educação e do comércio sediada em Washington, E.U.A. Criada a menos de 10 anos, ganha mercado com sua estratégia em soluções numa plataforma para gerenciamento de cursos, proporcionando maior interatividade com seus usuários (escola, professores e estudantes).
A Vitae Futurekids junto com seus parceiros, é uma empresa de soluções voltada para Educação, localizada em São José dos Campos/SP, que tem como objetivo disseminar o Uso Pedagógico e Administrativo das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação nas escolas públicas brasileiras de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. O programa contempla em seu plano de ações, a implantação de novos ambientes de aprendizagem informatizados, com equipamentos, sistemas integrados, suporte in loco, materiais didático-pedagógicos, manutenção permanente dos equipamentos, programa de formação e atualização dos educadores, aplicando os conhecimentos adquiridos aos procedimentos curriculares [8]
A Planeta Educação, divisão da empresa Vitae Futurekids, é o primeiro portal web de serviços educacionais e administrativos a Educação. Por meio de suas páginas, o portal oferece a educadores e estudantes uma grande variedade de recursos, materiais e artigos voltados à melhoria da educação. Procura atender às diversas disciplinas, assim como dispor de informações sobre os mais variados temas relacionados à ciência, novas tecnologias na escola, artes e cultura em geral [9].
Existem hoje uma gama de desenvolvedores dos mais variados tipos de OE, desde os tradicionais objetos (mapas, textos, livros, protótipos, maquetes, etc.) até os atuais objetos digitais (lousas interativas, softwares educacionais, portais na web, jogos educacionais, etc.).
Os softwares educacionais (jogos, simuladores, etc.) é um dos recursos que veio para revolucionar o mercado da Educação. Podem já serem vistos sendo utilizados como metodologia de aprendizagem em vários setores da Educação, desde escolas até empresas. Um software é considerado educacional quando ele é voltado para uma relação de ensino-aprendizagem.
Games são softwares que podem abranger várias áreas. Um exemplo dentro da Educação está na escola da música, Guitar Hero e Rock Band podem ser vistas como ferramentas educacionais. Dois produtos que estão no mercado de entretenimento e que já adentraram no mundo educacional, ambas desenvolvidas pela empresa Harmonix.[12]
São empreendimentos e empresas que avançam rapidamente em um mercado promissor e que guarda mais novidades para a Educação futura.

3. TECNOLOGIAS UTILIZADAS NO DESENVOLVIMENTO DE OE DIGITAIS

Um dos principais softwares utilizados na criação do OE digital é o Adobe Flash. Por possui um grande suporte de recursos para áudio e vídeo. O Flash gera animações interativas com a extensão .swf (Shockwave Flash File) que podem ser visualizadas através de um navegador web ou por um sistema player específico. Usa a linguagem Actionscript como base para o desenvolvimento de objetos mais elaborados e com interações mais específicas.
Uma das novas tecnologias que vem sendo bastante utilizada para o desenvolvimento dos OE digitais é a linguagem Java através da criação de applets. O Java applets tem como principal vantagem na construção dos OE digitais por ser uma linguagem totalmente orientada a objetos e por serem executáveis através de um browser/ navegador de web, o que possibilita maior acessibilidade.
São duas ferramentas de apoio ao desenvolvimento ao qual podemos verificar que estão sendo usadas desde as tecnologias já bastante conhecidas até as mais recentes.


4. NOVAS TECNOLOGIAS

Já podemos encontras NTICs sendo utilizadas no Brasil.
No estado de São Paulo, escolas públicas usam a tecnologia da biometria para o programa Frequência Digital, onde os alunos não mais respondem ao professor de forma convencional a tão conhecida chamada. Os alunos confirmam sua presença na escola através do leitor biométrico, onde escola e pais de alunos são informados da presença de cada um no local. Até a merendeira é informada a tempo para quantas pessoas ela deverá preparar a comida do dia. Os pais se sentem mais seguros em saber que seu filho chegou a escola após receberem uma SMS no celular enviada assim que seus filhos confirmam sua presença em sala de aula no leitor biométrico.
O Brasil ainda possui índice baixo na inclusão digital, não sendo ainda comum encontrarmos internet e lap tops nas escolas públicas. Mas as Carteiras de Aula Informatizadas são outra novidade, idealizada e a venda já a alguns anos atrás, mas somente nos próximos anos poderemos deparar com essa inovação nas salas de aulas de todos os setores. Continuam sendo utilizadas como as carteiras convencionais porém com uma agregação a mais, a convencional mesa vira uma mesa com um computador embutido. Um avanço para a segurança do equipamento.
As lousas também passam a ser digitais. Estas já podem ser encontradas em uso e prometem avanços na sala de aula com muita interatividade. Podendo agregar outras novas tecnologias, como o Tabblet, um tipo de prancheta informatizada conectada a lousa digital que permite ao professor passar informações aos alunos de qualquer ponto da sala de aula que ele estiver, e os softwares de realidade 3D que proporcionam interesse imediato sobre o assunto abordado.
Certificados Digitais chegam para agilizar na entrega no documento. Podem ser impressos com papel de segurança de autenticidade e originalidade instantaneamente no fim da atividade em que o participante concluiu.

5. CONCLUSÃO

Foi possível verificar, através de pesquisas realizadas para a criação deste artigo, que a Educação está renovando suas metodologias e conceitos junto das NTICs. Que estamos em contínuo desenvolvimento e tendo hoje um grande avanço tecnológico no setor da Educação com os vários recursos da informática já existentes.
A tecnologia vem para dar maior apoio ao professor e melhor ensino ao aluno. Mas não deixando de lado o papel fundamental do educador diante da tecnologia e do educando, onde o verdadeiro educador é aquele que sabe conduzir seu aluno na busca e no acesso à informação necessária de modo que possa orientá-lo no processo construção de conhecimento, interagindo com o seu aluno enquanto ser humano que tem sensibilidade para perceber e atender às suas necessidades e aos interesses pessoais - tarefa que o computador não pode desempenhar bem (LEITE, 2008 p.71-72) [3].
Referências Bibliográficas
[1] http://www.profala.com/arteducesp149.htm
[2] http://www.crmariocovas.sp.gov.br/edt_l.php?t=001
[3] http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2009/artigos/11a_palomaalinne.pdf
[4] http://www.softmarket.com.br/Perfil.asp
[5] http://roxa.com.br/artigos/Objetos_de_aprendizagem_e_as_possibilidades_multimidia.pdf
[6] http://www.brinkmobil.com.br/principal.aspx
[7] http://www.blackboard.com/
[8] http://www.futurekids.com.br/
[9] http://www.planetaeducacao.com.br/portal/index.asp
[10] http://olhardigital.uol.com.br//produtos/central_de_videos/escolas-digitais-solucoes-na-rede-publica-de-ensino-de-sao-paulo/14458
[11] http://olhardigital.uol.com.br//produtos/central_de_videos/tecnologia-nas-escolas-giz-e-quadro-negro-nao-tem-mais-vez/11822
[12] http://olhardigital.uol.com.br//jovem/central_de_videos/games-invadem-as-salas-de-aula/13962/integra
[13] http://www.oppitz.com.br/index.php/home

Como referência cronológica lembro que as informações aqui contidas estão baseadas em pesquisas realizadas nos meses de outubro e novembro do ano de 2010.
 

TICs na Educação: 10 Recomendações Para Aplicá-la

No primeiro artigo da série falamos sobre os 13 Motivos para usar TICs na Educação. Hoje falaremos de algumas premissas que escolas e educadores devem seguir para implementar TIC na sala de aula e mesmo como sugestão de atividades extras.
Se pararmos para pensar, a tecnologia é algo que já está inserido na rotina de crianças e adolescentes das gerações Y e Z. Sendo assim, podemos pensar em maneiras de inserir TICs na educação de forma a tornar o uso produtivo. A própria Unesco defende que cada país deve ter políticas que incentivem o uso das tecnologias móveis em sala de aula. Saiba mais os motivos e recomendações.

10 Recomendações para uso de TICs na Educação

1.    Criar ou Atualizar políticas ligadas ao aprendizado móvel: Verifique as restrições do ambiente e se ele possibilita a utilização de tecnologias conectadas a internet.
2. Conscientizar sobre sua importância: Deve haver uma conscientização do uso das ferramentas para que se mantenha o foco no seu propósito.
3. Expandir e melhorar opções de conexão: A utilização de TICs na Educação depende em alguns casos da melhoria da infraestrutura. Isso deve ser estudado para que não haja problemas futuros no desenvolvimento das metodologias.
4. Ter acesso igualitário: Todos dentro da sala de aula devem ter os mesmos direitos, e caso haja atividades extras deve-se garantir que todos terão acesso igualitário as ferramentas educacionais.
5. Garantir equidade de gênero: A Tecnologia na Educação e suas atividades não deve oferecer nenhuma discriminação quando perfil do utilizador, qualquer atividade deve ser levada em conta.
6. Criar e otimizar conteúdo educacional: Todo o material criado deve ser pensando no formato de uma nova dinâmica de aula. Utilizem as tecnologias inclusive para criar o material didático.
7. Treinar professores: Os professores devem estar aptos e seguros a utilizar a tecnologia na sala de aula. Leia mais dicas no artigo “10 competências do Professor Moderno”.
8. Capacitar educadores usando tecnologias móveis: O professor deve ser estudante utilizando a TIC.
9. Promover o uso seguro, saudável e responsável de tecnologias móveis: Deve-se prestar atenção para que os alunos não passem ser dependentes da tecnologia na sala de aula e isso passe a ser algo prejudicial.
10. Usar tecnologia para melhorar a comunicação e a gestão educacional: A tecnologia na educação não deve ser uma barreira e sim um meio de estímulo de comunicação entre pais, professores e estudantes.
Você pode começar a aplicar a Tecnologia na Educação utilizado ExamTime. Confira o Mapa Mental resumo que criamos para você recordar dos conceitos apresentados e começar a criar seus recursos de estudo e aplicá-los em sala de aula!

História da Internet


internet surgiu a partir de pesquisas militares no auge da Guerra Fria. Na década de 1960 (1969), quando dois blocos ideológicos e politicamente antagônicos exerciam enorme controle e influência no mundo, qualquer mecanismo, qualquer inovação, qualquer ferramenta nova poderia contribuir nessa disputa liderada pela União Soviética e pelos Estados Unidos: as duas superpotências compreendiam a eficácia e necessidade absoluta dos meios de comunicação. Nessa perspectiva, o governo dos Estados Unidos temia um ataque russo às bases militares. Um ataque poderia trazer a público informações sigilosas, tornando os EUA vulneráveis. Então foi idealizado um modelo de troca e compartilhamento de informações que permitisse a descentralização das mesmas. Assim, se o Pentágono fosse atingido, as informações armazenadas ali não estariam perdidas. Era preciso, portanto, criar uma rede, a ARPANET, criada pela ARPA, sigla para Advanced Research Projects Agency. Em 1962J. C. R. Licklider, do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), já falava em termos da criação de uma Rede Intergalática de Computadores (Intergalactic Computer Network, em inglês). A Internet também teve outros importantes atores que influenciaram o seu surgimento, dentre eles: os professores universitários (ex: Ken King), os estudantes/investigadores (ex.: Vint Cerf), as empresas de tecnologia (ex.: IBM) e alguns políticos norte-americanos (ex.: Al Gore); caindo-se, portanto, a tese que vigorava anteriormente que enfatizava somente a vertente militar da sua criação. [1]

A Internet no Brasil e a RNP

No Brasil, os primeiros embriões de rede surgiram em 1988 e ligavam universidades do Brasil a instituições nos Estados Unidos. No mesmo ano, o Ibase começou a testar o Alternex, o primeiro serviço brasileiro de Internet não-acadêmica e não-governamental. Inicialmente o AlterNex era restrito aos membros do Ibase e associados e só em 1992 foi aberto ao público.
Em 1989, o Ministério da Ciência e Tecnologia lança um projeto pioneiro, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). Existente ainda hoje, a RNP é uma organização de interesse público cuja principal missão é operar uma rede acadêmica de alcance nacional. Quando foi lançada, a organização tinha o objetivo de capacitar recursos humanos de alta tecnologia e difundir a tecnologia Internet através da implantação do primeiro backbone nacional.
backbone funciona como uma espinha dorsal, é a infraestrutura que conecta todos os pontos de uma rede. O primeiro backbone brasileiro foi inaugurado em 1991, destinado exclusivamente à comunidade acadêmica. Mais tarde, em 1995, o governo resolveu abrir o backbone e fornecer conectividade a provedores de acesso comerciais. A partir dessa decisão, surgiu uma discussão sobre o papel da RNP como uma rede estritamente acadêmica com acesso livre para acadêmicos e taxada para todos dos outros consumidores. Com o crescimento da Internet comercial, a RNP voltou novamente a atenção para a comunidade científica.
A partir de 1997, iniciou-se uma nova fase na Internet brasileira. O aumento de acessos a rede e a necessidade de uma infraestrutura mais veloz e segura levou a investimentos em novas tecnologias. Entretanto, devido a carência de uma infraestrutura de fibra óptica que cobrisse todo o território nacional, primeiramente, optou-se pela criação de redes locais de alta velocidade, aproveitando a estrutura de algumas regiões metropolitanas. Como parte desses investimentos, em 2000, foi implantado o backbone RNP2 com o objetivo de interligar todo o país em uma rede de alta tecnologia. Atualmente, o RNP2 conecta os 27 estados brasileiros e interliga mais de 300 instituições de ensino superior e de pesquisa no país, como o INMETRO e suas sedes regionais.
Outro avanço alcançado pela RNP ocorreu em 2002. Nesse ano, o então presidente da república transformou a RNP em uma organização social. Com isso ela passa a ter maior autonomia administrativa para executar as tarefas e o poder público ganha meios de controle mais eficazes para avaliar e cobrar os resultados. Como objetivos dessa transformação estão o fornecimento de serviços de infraestrutura de redes IP avançadas, a implantação e a avaliação de novas tecnologias de rede, a disseminação dessas tecnologias e a capacitação de recursos humanos na área de segurança de redes, gerência e roteamento.
A partir de 2005, a comunicação entre os point of presence (PoPs) da rede começou a ser ampliada com o uso de tecnologia óptica, o que elevou a capacidade de operação a 11 Gbps.
A base instalada de computadores no Brasil atinge 40 milhões, de acordo com pesquisa da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. O número, que inclui computadores em empresas e residencias, representa um crescimento de 25% sobre a base registrada no mesmo período do ano passado.

A Rede no Brasil atualmente

comércio eletrônico no Brasil movimentou 13,60 bilhões de dólares em 2010, de acordo com pesquisa da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. Para os internautas residenciais, a média de tempo online durante o mês de junho foi de 24 horas e 42 minutos, maior que em outros países como França (19 horas e 34 minutos), Estados Unidos (10 horas e 5 minutos) e Austrália e Japão (ambos com 7 horas e 55 segundos). A utilização da internet no Brasil foi de 73 milhões de pessoas a partir de 16 anos e 80 milhões a partir dos 20 anos; de acordo com o IAB (Interactive Advertising Bureau). Segundo dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, são 60 milhões de computadores em uso, destes estima-se que 80,7% com acesso à internet em 2011.

Referências

1.   Ir para cima Sandroni, Araújo Gabriela (1 de janeiro de 2015). «Breve Historia y Origen del Internet». Academia.edu. Consultado em 25 de abril de 2015.
2.   Ir para cima Diário Digital. «Primeira mensagem de correio electrónico enviada há 40 anos». Consultado em 26 de outubro de 2009.
3.   Ir para cima «RFC 1 - Host Software». tools.ietf.org. Consultado em 1º de junho de 2016.
4.   Ir para cima Mark Ward. «Celebrando 40 anos da rede». Consultado em 25 de outubro de 2011.
5.   Ir para cima «History». merit.edu. 2011. Consultado em 27 de outubro de 2011.
6.   Ir para cima «Ann Arbor's Merit Network looks to complete statewide fiberoptics network». concentratemedia.com. 2011. Consultado em 27 de outubro de 2011.
7.   Ir para cima CERF, Vinton; DALAL, Yogen; SUNSHINE, Carl (1974). «RFC 675 – Specification of Internet Transmission Control Program» (em inglês). Network Working Group. Consultado em 30 de novembro de 2012.
8.   Ir para cima THINK Protocols team. «História do Cyclades» (em inglês). Consultado em 25 de outubro de 2011.
9.   Ir para cima Universität Trier,”História técnica do Cyclades”, Página visitada em 25/10/2011
10. Ir para cima Ian Lance Taylor. «UUCP Internals FAQ». Consultado em 25 de outubro de 2011.
11. Ir para cima «PUUG: Porta para a Internet desde 1990»Flickr. 24 de janeiro de 2009. Consultado em 30 de novembro de 2012.
12. Ir para cima «Os Fornecedores de Acesso à Internet». net.News. 30 de abril de 1996. Consultado em 30 de novembro de 2012.









A EDUCAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS


1. INTRODUÇÃO

Não resta dúvida de que, nos dias de hoje, a utilização de novas formas de interação on-line atende às novas necessidades dos alunos; o incentivo à aprendizagem ativa e significativa ao aluno já pode ser comprovada por meio de vários projetos já desenvolvidos em todo pais; é evidente o acesso rápido e eficiente na obtenção de informações relevantes e diversificadas e a melhoria da qualidade da comunicação entre professores e alunos são viabilizadas pelas ferramentas interativas.
Hoje a tecnologia é útil ao aprendizado, pois o seu desconhecimento vem gerando no mundo atual o mesmo tipo de exclusão que sofre o analfabeto no mundo da escrita. Mas agora vem a seguinte pergunta, o que é necessário? Esta é uma pergunta difícil de ser respondida, pois depende do contexto, da realidade em que se vive e da autonomia de cada um. O que se pode afirmar, sem erro, é que é preciso entender que o essencial é acreditar no potencial cognitivo de cada um. "É essencial à descoberta da alegria do conhecimento, pois ela é à base da autonomia e da subjetividade".
Uma outra medida importante é não dar ouvidos aos mitos. A questão dos computadores tomarão o lugar dos docentes? Vem sendo sempre colocada, o que faz com que se reforce a ideia de que o docente se recusa a inovar-se. Mas o que existe de verdade é a falta de conforto com o uso da tecnologia nos ambientes educacionais, que é decorrente do escasso investimento governamental em políticas de formação e atualização do professor.
Para o docente que vê na tecnologia uma forma de qualificar melhor suas práticas pedagógicas, é fundamental enxergar a realidade e principalmente lutar contra o discurso neoliberal paralisante que domina o meio educacional. É preciso conhecer as políticas equivocadas que fazem parte da história da utilização da informática na educação no Brasil.
Evitar a resistência pelo desconhecimento é entender que o computador e o software educacional, seja ele qual for, é uma ferramenta auxiliar do processo de aprendizagem do aluno. Uma aula ruim é ruim com ou sem tecnologia, e uma aula boa será sempre boa independentemente da tecnologia utilizada. Isto significa dizer que: a qualidade está no conteúdo que deve ser bem planejado e disponibilizado de modo que seja possível a aquisição de conhecimento pelo aluno.
A mídia deve ser adequada ao conteúdo, pois este vem em primeiro lugar. A tecnologia não cria ambientes que prescindem do professor, é preciso que o professor tome para si a tarefa de projetar o material didático e a pedagogia a ser utilizada no processo de ensino. Não inovar na produção do material didático e nas metodologias de aprendizagem, significa deixar a cargo de profissionais da área tecnológica, a tarefa de ensinar por meio de software desenvolvido sem o viés da educação, o que de um modo geral vem ocorrendo com frequência.
É fato que os perfis dos profissionais, que hoje planejam software educacional, são de programadores de computador, que desconhecem a área educacional. O planejamento de um bom projeto necessita da formação de uma equipe multidisciplinar, cujos participantes complementam o projeto utilizando suas competências específicas e diversificadas.
Hoje muito se fala da necessidade de se educar para os meios, ou seja, educar para o uso da ferramenta própria do mundo digital. Mas muito se fala e pouco se faz, a respeito da preparação de professores na orientação do aluno diante desses novos conceitos e novas relações, que surgem nesse mundo tecnológico. É nesse contexto que informações provenientes de diversas direções chegam a indivíduos cuja realidade não lhes permite desenvolver capacidade crítica de análise, competência fundamental para evitar o colapso de valores importantes para o desenvolvimento da cidadania, da ética e da solidariedade. Por meio dessa abordagem, o uso da tecnologia integra novos saberes à prática educacional proporcionando ao professor uma maior capacidade crítica de sua ação pedagógica e um leque maior de possibilidades na busca pelo interesse dos seus alunos.

2. A EDUCAÇÃO E AS NOVAS TECNOLOGIAS
Na área da educação acontece, naturalmente, coisa símile. O educador sempre sentiu a necessidade de se atualizar, não somente no campo de seu conhecimento, como também na sua função pedagógica. Os métodos de ensino tradicionais são aqueles consolidados com o tempo, que dominam nas instituições de ensino. Ainda persiste, com muitos professores, o método onde o professor fala, o aluno escuta; o professor dita, o aluno escreve; o professor manda, o aluno obedece. A maioria, porém, já é mais maleável: o professor fala, o aluno discute; o professor discursa, o aluno toma nota; o professor pede, o aluno pondera. Em casos específicos, o aluno fala, o professor escuta, o grupo debate e todos tomam nota, inclusive o professor, procurando ir ao encontro das necessidades que surgem.
Isto e outras questões levam à crise do ensino, desde o primário até a universidade. Popularizou-se muito, nas instituições, o uso do retroprojetor, ou projetor de transparências, que mereceu o apelido de "retroprofessor". Facilitou um pouco a vida do professor, não precisando escrever sempre no quadro negro, principalmente quando o docente leciona a mesma disciplina para mais de uma turma, contemporaneamente ou não. Aliás, até o quadro e o giz se modernizou: hoje já é muito comum a lousa branca com o pincel especial cancelável. Mas o que prejudica não é o uso do retroprojetor, como em outras aplicações tecnológicas, mas sim o mau uso do mesmo.
Antes de qualquer coisa, temos que ter cuidado com os excessos: o professor não deve somente ler, ou ditar, ou escrever ou mesmo projetar transparências durante toda a aula. Deve oferecer alternativa. O uso de uma técnica, como do retroprojetor, por mais de uma hora contínua, torna-se cansativo, e os alunos perdem a concentração. Outro projetor, que não é tão usado devido à qualidade da projeção, é o episcópio, ou projetor de opacos. Ele permite a projeção de imagens ou textos de um livro, sem a necessidade de criar transparências. Mas para projetar textos não é aconselhado, por necessitar de uma sala escura e perde muito a qualidade na visualização.
O aparelho de vídeo, com um monitor (TV), está cada vez mais popular. A maioria das universidades, escolas públicas e particulares possuem, no setor de audiovisuais, televisores de 20 polegadas com vídeo incorporado, facilitando o transporte e uso dos mesmos. Um data show, que projete a imagem do vídeo numa tela, como num cinema, você encontra em determinadas situações, como em salas de conferências e cursos de pós-graduação. Ter uma videoteca disponível na universidade seria ideal, mas poucas instituições organizam um setor do gênero. Além de documentários muito interessantes produzidos principalmente pelas televisões públicas, temos filmes que são clássicos de literatura ou que tratam de temas polêmicos ou de interesse cultural.
Quem faz uma universidade melhor, não é somente um reitor, mas todos participam do processo. Os professores e os alunos são grandes responsáveis por isso. Talvez não sejam conscientes disso. Quando se exige de uma instituição, ela pode ficar indiferente no início. Porém se as exigências persistem as instituições não pode se fazer de cega e surda. Assim, por exemplo, se uma universidade não possui uma videoteca, provavelmente não se demonstrou tal necessidade. Os equipamentos para uso didático estão cada vez mais sofisticados. Os novos retroprojetores, por exemplo, projetam a imagem mais nítida, se regulam com maior facilidade, possuem comandos de foco e tamanho de tela mais sensíveis, ou mesmo comando remoto.
Os vídeos modernos possuem cabeças, sendo quatro para imagem e três para áudio; permitem parar a imagem sem distorção, voltar ou avançar "frame-to-frame", isto é, estão cada vez mais parecidos com uma ilha de edição. Mas já estão ficando obsoletos, com o surgimento dos DVD. Os "Datas Show" e projetores de multimídia permitem projetar a imagem de um vídeo ou computador numa tela grande, podendo usar fita de vídeo, disquete, cd, Dvd ou o próprio hard-disk. Eles estão substituindo todos os outros equipamentos, ficando bem mais fácil trabalhar com eles. As imagens são melhores, seja ela fixa ou animada, cores ou preto e branco, texto ou foto.
A tecnologia muda os meios de comunicação de massa e, paralelamente, os meios de ensino, não somente dentro da sala de aula, como falei até agora. Está mudando inclusive a própria sala de aula, com a introdução do ensino a distância, por exemplo. Primeiro foram os correios tradicionais que incentivaram o ensino em domicílio, por correspondência. As aulas particulares já não precisavam mais da presença do professor. Depois veio o rádio: o professor fala com você sem estar ao seu lado fisicamente, não importa onde você esteja desde que esteja com um rádio ligado. Os discos de vinil e as fita "K-7" fizeram o seu tempo, até o aparecimento dos Cds, contemporaneamente com a televisão e o vídeo, facilitando ainda mais o ensino a distância: som e imagem ao seu dispor. Agora temos a internet, com uma variedade quase infinita de possibilidades. O correio ainda continua presente: enviando fitas e discos, de áudio, imagens e multimídia, além das apostilas. A internet aos poucos está cada vez mais confiável.

3. TRABALHO E FORMAÇÃO DOCENTE
"Globalização" e trabalho docente: no enredo das tecnologias seja a globalização, objeto dos estudos de Torres (1998, p.28), caracterizada como construção ideológica, seja, como quer alguns, posta como conceito explicativo de uma nova ordem mundial, um aspecto desta realidade não pode ser ignorado: a educação como um todo e o trabalho docente, em especial, estão sendo reconfigurados.
Em outras palavras, na perspectiva da "globalização" e do "globalitarismo", termo cunhado por Ramonet (1999) para dar conta da espécie de ditadura do pensamento único que regula a construção ideológica, a escola deve romper com a sua forma histórica presente para fazer frente a novos desafios. A pretensão, neste trabalho, é analisar as determinações (concretas e pressupostas) e os sentidos (hegemônicos e em disputa por hegemonia) dessa reconfiguração, tomando por base os discursos que introduzem e justificam as atuais políticas de formação de professores.
No movimento de reconfiguração de trabalho e formação docente, outro aspecto parece constituir objeto de consenso: a possibilidade da presença das chamadas "novas tecnologias" ou, mais precisamente, das tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Essa presença tem sido cada vez mais constante no discurso pedagógico, compreendido tanto como o conjunto das práticas de linguagem desenvolvidas nas situações concretas de ensino quanto as que visam a atingir um nível de explicação para essas mesmas situações.
Em outras palavras, as TIC têm sido apontadas como elemento definidor dos atuais discursos do ensino e sobre o ensino, ainda que prevaleçam nos últimos. Atualmente, nos mais diferentes espaços, os mais diversos textos sobre educação têm, em comum, algum tipo de referência à presença das TIC no ensino. Entretanto, a essa presença têm sido atribuídos sentidos tão diversos que desautorizam leituras singulares. Assim, se aparentemente não há dúvidas acerca de um lugar central atribuído às TIC, também não há consenso quanto à sua delimitação.
Lévy (1999) afirma que, no limite, as TIC estão postas como elemento estruturante de um novo discurso pedagógico, bem como de relações sociais que, por serem inéditas, sustentam neologismos como "cibercultura". No outro extremo, o que as novas tecnologias sustentam é uma forma de assassinato do mundo real, com a liquidação de todas as referências, em jogos de simulacros e simulação (Baudrillard, 1991).
Para Moran, (2004) no entremeio, podem constituir novos formatos para as mesmas velhas concepções de ensino e aprendizagem, inscritas em um movimento de modernização conservadora, ou, ainda, em condições específicas, instaurar diferenças qualitativas nas práticas pedagógicas. Em síntese, a presença das TIC tem sido investida de sentidos múltiplos, que vão da alternativa de ultrapassagem dos limites postos pelas "velhas tecnologias", representadas principalmente por quadro-de-giz e materiais impressos, à resposta para os mais diversos problemas educacionais ou até mesmo para questões socioeconômico-políticas.
Nas palavras de Mattelart (2002, p. 9), a segunda metade do século XX foi marcada pela "formação de crenças no poder miraculoso das tecnologias informacionais". Mesmo que, em princípio, pareça ingênuo, este último movimento está inscrito em um modo de objetivação das TIC inextricavelmente ligado à concepção de "sociedade da informação".

4. As TIC para a Educação a Distância
Para Fonseca (1998) os organismos internacionais têm forçado, por meio do estabelecimento de "condicionalidades" para a concessão de créditos e a aplicação de sanções pelo seu descumprimento, a incorporação das TIC como elemento central de qualquer política educacional atenta às transformações engendradas pela chamada revolução científico-tecnológica e às necessidades da economia.
Nas palavras de Barreto e Leher "Um admirável mundo novo emerge com a globalização e com a revolução tecnológica que a impulsiona rumo ao futuro virtuoso". (...) A partir dessa premissa, organismos internacionais e governos fazem ecoar uma mesma proposição: é preciso reformar de alto a baixo a educação, tornando-a mais flexível e capaz de aumentar a competitividade das nações, únicos meios de obter o passaporte para o seleto grupo de países capazes de uma integração competitiva no mundo globalizado". (2003, p. 39).
Nesse movimento, tem sido anunciado um novo paradigma educacional. O anúncio é recorrente no site do MEC, cuja formulação, vale insistir, levou o discurso dos organismos internacionais às últimas consequências, posicionando as tecnologias no lugar dos sujeitos. Esse paradigma é constituído pela substituição tecnológica e pela racionalidade instrumental, está inscrito na "flexibilização", especialmente na precarização do trabalho docente, sendo coerente com a lógica do mercado: quanto maior a presença da tecnologia, menor a necessidade do trabalho humano.
Chaui (1999) prevê cada vez menos professores e mais alunos, sob a alegação de que o desempenho dos últimos depende menos da formação dos primeiros e mais dos materiais utilizados. A rigor, o discurso do MEC opera duas inversões: substitui a lógica da produção pela da circulação e a lógica do trabalho pela da comunicação, na crença de que, "sem alterar o processo de formação de professores do ensino básico e sem alterar seus salários aviltantes, tudo irá bem à educação desde que haja televisões e computadores nas escolas".
Ainda na fala de Mattelart (2002) as propostas dos organismos internacionais, "o acesso via Internet ao 'saber universal', que necessariamente terá a sua fonte nos monopólios de saber já existentes, resolveria o problema não apenas da fratura digital, mas também o da fratura social" (Mattelart, 2002, p. 164). Nestes termos, é formulada a proposta de "tecnologias para todos", como superação do chamado "divisor digital".
Em contrapartida, como afirma Leher (1997, p. 130), o próprio Banco Mundial, ao assinalar que a utilização das tecnologias é o "instrumento privilegiado para inserir os países no fluxo hegemônico do Tempo", também reconhece a inviabilidade de que os países caracterizados pelos tempos lentos (em desenvolvimento, periféricos, do Sul) venham a ser inseridos no ritmo acelerado dos países centrais (do Norte).
Desse modo, ao passo que são apregoadas novas possibilidade, como a superação do divisor digital, é instituída, com base na sua própria ressignificação, uma espécie de apartheid educacional em escala planetária. Ao passo que o discurso trata da democratização do acesso, as práticas sociais evidenciam que essa espécie de linha divisória entre os incluídos e os excluídos não diz respeito a acesso ou ausência de acesso, mas aos modos como ele é produzido e aos sentidos de que é investido.

5. Tendências atuais
Para Freitas (1992), as formulações da virada do século, ainda que em novas bases, não deixam de constituir uma retomada das propostas produzidas na década de 1970. "Mantém-se aqui sua característica fundamental: uma análise da educação desgarrada de seus determinantes históricos e sociais". Portanto, assumem cunho marcadamente neotecnicista, do gerenciamento da educação a partir de competências, passando pela aposta nos materiais ditos "autoinstrucionais", até as alternativas de uma sociedade sem escolas.
O que há de novo são discursos muito mais elaborados, sob os mais diversos pontos de vista, assim como mais ágeis na conquista de materialidade mais espessa. Assim, nas relações entre discurso e mudança social, a "comodificação" do discurso educacional ultrapassa os limites da dimensão simbólica e instaura, concretamente, o lugar da sobremercantilização da educação: os cursos como pacotes, a prestação de serviços educacionais, o gerenciamento da OMC. Ou, por outro ângulo, o campo da ideologia teria sido reconfigurado para promover as condições mais favoráveis às mudanças pretendidas.
De qualquer modo, as relações entre discurso e mudança social precisam ser objeto de atenta análise política, com o fim dar conta de novos clichês que, circulando, contribuem para a produção de um imaginário o qual faz com que uma interpretação particular apareça como sendo a necessária, ao sustentar a legitimação e a fixação de sentidos hegemônicos.
Vale lembrar que, do ponto de vista discursivo, ideologia corresponde a hegemonia de sentido. O sentido hegemônico das TIC aponta para o primado da dimensão técnica, apagando as questões de fundo. Em se tratando da sua incorporação educacional, parece não haver espaço para a análise dos seus modos e sentidos.
Na perspectiva maniqueísta de "plugados ou perdidos", quaisquer objeções podem ser alvo da desqualificação que marca o segundo grupo. Enquanto isso, no primeiro, as discussões podem ser travadas a partir de questões como as diferenças entre aprendizagem cooperativa e colaborativa, ou entre construtivismo e construcionismo (Papert, 1993), nos limites da esfera dita pedagógica, sem remeter às suas dimensões econômicas, políticas e sociais.
Neste contexto, é importante verificar a afirmação de um "novo paradigma", recorrente no site do MEC, ou paradigma emergente, em geral associado ao afastamento das objetivações supostamente marcadas pela simplicidade, em direção à complexidade (Morin, 1998). É inegável a hegemonia do movimento de virtualização do ensino, na perspectiva de e learning, cuja tradução mais comum tem sido "educação a distância via Internet": uma forma de aprendizagem em que a mediação tecnológica é destacada, nos mais diversos "ambientes de aprendizagem".
Mesmo sem entrar no mérito da polissemia desta expressão, é importante pontuar que ela deixa de contemplar o ensino, concentrando-se no segundo elemento do par: a aprendizagem. É quebrada a unidade ensino-aprendizagem, que tem dado sustentação aos mais diversos estudos acerca das práticas educativas, supondo a aprendizagem sem ensino ou, ainda, o ensino inteiramente identificado aos materiais que sustentam as alternativas de e-learning. Em qualquer das hipóteses, essa quebra não pode ser desvinculada do "novo lugar" do professor, na condição de profissional do ensino.
Ainda quanto aos clichês em circulação, é possível verificar um deslocamento significativo de "não se aprende apenas na escola" para "não se aprende na escola", na medida em que remete à tendência de desterritorialização da escola. Não apenas toda a ênfase está sendo posta nos ambientes de aprendizagem, mas os textos já contemplam "educações" diversas, materializadas nas expressões "educação acadêmica" e "educação corporativa".
Retomando o ponto de partida deste conjunto de reflexões, é possível afirmar que a desterritorialização proposta não pode ser pensada fora dos parâmetros mercadológicos e do pressuposto de que a escola deva romper com a sua forma histórica presente para fazer frente aos desafios da "globalização". Rejeitando esta lógica, o desafio maior é fazer frente à tentativa de apagamento dos determinantes históricos e sociais da escola. Nas palavras de Alves (2004, p. 218):
O que está em jogo não é só o discurso competente: "Aquele que pode ser proferido, ouvido e aceito como verdadeiro ou autorizado porque perdeu os laços com o lugar e o tempo de sua origem" (Chaui, 1989, p. 9). É, entre outras questões, a redução das TIC à EAD, como forma material da "comodificação". São os embates contemporâneos entre a proposta de educação como mercadoria e a sua defesa como direito e prática emancipatórias.

6. A Utilização das Novas Tecnologias na Educação
Estudos demonstram que a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs), como ferramenta, traz uma enorme contribuição para a prática escolares em qualquer nível de ensino. Essa utilização apresenta múltiplas possibilidades que poderão ser realizadas segundo uma determinada concepção de educação que perpassa qualquer atividade escolar.
É importante salientar que, desde o início da década de 90, as escolas públicas de vários estados têm sido equipadas com um verdadeiro arsenal de tecnologias: TV Escola, vídeo-escola, centrais de informática, etc. Todos esses projetos têm a pretensão de ensinar com o apoio das máquinas e assim melhorar a prática pedagógica. Certamente tais tecnologias têm auxiliado, em algum momento, o processo de ensino e talvez o de aprendizagem, mas o resultado tem sido pouco observável na prática e a educação formal continua essencialmente inalterada.
Para LOING (1998), a introdução das NTICs na educação deve ser acompanhada de uma reflexão sobre a necessidade de uma mudança na concepção de aprendizagem vigente na maioria das escolas atualmente.
Segundo LITTO (1992), o atual sistema educacional é um espelho do sistema industrial de massa, onde os alunos passam de uma série a outra, numa sequência de matérias padronizadas como se fosse uma linha de montagem industrial. Os conhecimentos acumulados são despejados em suas cabeças; alunos com maior capacidade para absorção de fatos e comportamento submisso são colocados em uma trilha mais veloz, enquanto outros são colocados na trilha de velocidade mediana.
"Produtos defeituosos" são tirados da linha de montagem e devolvidos para "conserto". Estamos vivendo em uma era de transformações, uma era de interdependência global com a internacionalização da economia e a super valorização da comunicação e informação. Organizações da sociedade industrial estruturadas para desempenhar tarefas de natureza hierárquicas de comando e controle estão sendo substituídas, devido à competitividade e à complexidade, pela formação de grupos em torno de projetos específicos.
Comando e controle dão lugar à aprendizagem e resposta, numa tentativa, por parte de cada organização, de ser a primeira a chegar ao mercado com produto ou serviço de boa qualidade. O ambiente apropriado para a realização desse tipo de trabalho tem sido o que privilegia reuniões presenciais de grupos, mas também fornece acesso instantâneo à rede Internet e aos discos e disquetes contendo respostas para permitir as tomadas de decisões do grupo. Comprovando assim que o ambiente de aprendizagem ou trabalho determina, em parte, a natureza do produto.
Com a revolução tecnológica e científica, a sociedade mudou muito nas últimas décadas. Assim a educação não tem somente que adaptar às novas necessidades dessa sociedade do conhecimento como, principalmente, tem que assumir um papel de ponta nesse processo. Os recursos tecnológicos de comunicação e informação têm se desenvolvido e se diversificado rapidamente. Eles estão presentes na vida cotidiana de todos os cidadãos, que não podem ser ignorados ou desprezados.
Embora seja possível ensinar e aprender sem eles, as escolas têm investido cada vez mais nas NTICs. Pela enorme influência que essas NTICs, especialmente a computação, têm exercido atualmente na educação é que torna-se necessária uma reflexão sobre a concepção de aprendizagem que deverá perpassar a utilização dessa tecnologia na prática educativa.
Uma ideia muito difundida na educação é que as NTICs, principalmente a informática, servem para facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Essa ideia está ligada ao fato de que a tecnologia entrou na vida do homem para facilitar. Dessa maneira a utilização das NTICs está fundamentada em uma concepção de aprendizagem Behaviorista, onde aprender significa exibir comportamento apropriado. Assim o objetivo principal da educação se restringe a treinar os estudantes a exibirem um determinado comportamento e controlá-lo externamente.
Uma segunda idéia é o uso do computador na educação como dispositivo para ser programado, realizando o ciclo descrição – execução – reflexão – depuração – descrição, que é de extrema importância na aquisição de novos conhecimentos. Segundo VALENTE (1998), diante de uma situação problema, o aprendiz tem que utilizar toda sua estrutura cognitiva para descrever para o computador os passos para a resolução do problema, utilizando uma linguagem de programação.
A descrição da resolução do problema vai ser executada pelo computador. Essa execução fornece um "feedback" somente daquilo que foi solicitado à máquina. O aprendiz deverá refletir sobre o que foi produzido pelo computador; se os resultados não corresponderem ao desejado, o aprendiz tem que buscar novas informações para incorporá-las ao programa e repetir a operação. Dessa forma, o computador complica a vida do aprendiz ao invés de facilitá-la.
Com a realização desse ciclo, o aprendiz tem a oportunidade de encontrar e corrigir seus próprios erros e o professor, entender o que o aprendiz está fazendo e pensando. Portanto, o processo de achar e corrigir o erro constitui uma oportunidade única para o aluno aprender sobre um determinado conceito envolvido na solução de um problema ou sobre estratégias de resolução de problemas.
A realização do ciclo descrição – execução – reflexão – depuração – descrição não acontece simplesmente colocando o aprendiz diante do computador. A interação aluno computador precisa ser mediada por um profissional agente de aprendizagem que tenha conhecimento do significado do processo de aprender por intermédio da construção de conhecimento, para que ele possa entender as ideias do aprendiz e como atuar no processo de construção do conhecimento para intervir apropriadamente na situação, de modo a auxiliá-lo nesse processo.
Essa idéia está fundamentada nos princípios da teoria construtivista de Piaget, que parte da premissa que o conhecimento não procede apenas da programação inata do sujeito e nem de sua única experiência sobre o objeto, mas é resultado tanto da relação recíproca do sujeito com seu meio, quanto das articulações e desarticulações do sujeito com esse objeto. Dessas interações surgem construções cognitivas sucessivas, capazes de produzir novas estruturas em um processo contínuo e incessante.
Portanto, o uso das NTICs na educação deve ter como objetivo mediar a construção do processo de conceituação dos alunos, buscando a promoção da aprendizagem e desenvolvendo habilidades importantes para que ele participe da sociedade do conhecimento e não simplesmente facilitando o seu processo de ensino e de aprendizagem. Para que as NTICs promovam as mudanças esperadas no processo educativo, devem ser usadas não como máquinas para ensinar ou aprender, mas como ferramenta pedagógica para criar um ambiente interativo que proporcione ao aprendiz, diante de uma situação problema, investigar, levantar hipóteses, testá-las e refinar suas ideias iniciais, construindo assim seu próprio conhecimento.
A utilização das NTICs na educação não garantirá por si só a aprendizagem dos alunos, pois as mesmas são instrumentos de ensino que podem e devem estar a serviço do processo de construção e apropriação do conhecimento dos aprendizes. A introdução desses recursos na educação deve ser acompanhada de uma sólida formação dos professores para que eles possam utilizá-las de uma forma responsável e com potencialidades pedagógicas verdadeiras, não sendo utilizadas como máquinas divertidas e agradáveis para passar o tempo.

7. A informática como objeto de estudo
Devemos propor a informática como objeto de estudo e não apenas como recurso de ensino-aprendizagem. Este estudo deveria ser informado por pesquisas na área que investiguem:
  • A questão do próprio uso da informática na educação, a partir da experiência e práticas não desenvolvidas pela defesa a priori de que esse uso está à melhoria do processo ensino-aprendizagem e à aprendizagem significativa;
  • Cultura da informática e suas relações com a cultura escolar e outros universos culturais.
Cabe perguntar: em que medida o uso, por exemplo, da internet favorece a construção de uma perspectiva intercultural na escola ou o fortalecimento de posturas monoculturais ou de preconceitos em relação à cultura dos diferentes, ou ainda, em que medida o uso da internet implica uma cultura diferente, no entrecruzamento das culturas na escola.
Deve-se ainda estudar, nos processos de educação à distância mediada pelo computador:
  • A relação da flexibilização do tempo para as atividades de ensino-aprendizagem com questões de intensificação do trabalho docente;
  • As novas características do papel do professor e dos processos de avaliação.
Deve-se, finalmente, lidar com os recursos tecnológicos da sociedade do conhecimento de forma crítica, o que envolve o entendimento de que:
  • Esses recursos estão inscritos nas relações capitalistas de produção, num contexto de redefinição da teoria do capital humano, que é reconceptualizado, nas novas organizações, com capital intelectual;
  • Esses recursos se articulam com questões atuais do desemprego estrutural e subemprego;
  • No entanto, o conhecimento e o desenvolvimento tecnológico são forças materiais também na concretização de valores que se relacionam com os interesses dos excluídos, contradizendo os valores próprios da acumulação capitalista;
  • Em todo contexto discutido, a educação assume papel crucial na socialização e construção do conhecimento e da cultura, podendo ultrapassar o caráter instrumental do conhecimento, tendo em vista a formação de cidadãos comprometidos com: a igualdade e a inclusão sociais; a tolerância e o diálogo intercultural.

8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
As transformações nas formas de comunicação e de intercâmbio de conhecimentos, desencadeadas pelo uso generalizado das tecnologias digitais nos distintos âmbitos da sociedade contemporânea, demandam uma reformulação das relações de ensino e aprendizagem, tanto no que diz respeito ao que é feito nas escolas, quanto a como é feito. Precisamos então começar a pensar no que realmente pode ser feito a partir da utilização dessas novas tecnologias, particularmente da Internet, no processo educativo. Para isso, é necessário compreender quais são suas especificidades técnicas e seu potencial pedagógico. 
As Novas Tecnologias e Educação visa discutir as possibilidades que o ciberespaço oferece para a criação de novos padrões de aquisição e construção dos conhecimentos, ao permitir o uso integrado e interativo de diversas mídias, a exploração hipertextual de um volume enorme de informações e a comunicação a distância. 

9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALVES, N. Imagens de tecnologias nos cotidianos das escolas, discutindo a relação "localuniversal". In: ROMANOWSKI et al. (Org.). Conhe- 1199 Educ. Soc., Campinas, vol. 25, diversidade, mídias e tecnologias na educação. Curitiba: Champagnat, 2004.
BARRETO, R.G.; LEHER, R. Trabalho docente e as reformas neoliberais. In: OLIVEIRA, D.A. (Org.). Reformas educacionais na América Latina e os trabalhadores docentes. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
BAUDRILLARD, J. Simulacros e simulação. Lisboa: Relógio d'Água, 1991.

  

8 motivos para usar tecnologia em benefício da educação

Conheça razões para inserir as novas tecnologias no ambiente escolar

Usar ou não usar novas tecnologias no dia a dia escolar já não é mais a questão. Afinal, o uso da tecnologia faz parte da vida das novas gerações fora da sala de aula e, por isso, a sua aplicação em benefício da educação pode ser considerada um importante caminho para aumentar o dinamismo das aulas. Nesse contexto, o importante é saber como integrar as novas formas de ensinar e aprender ao planejamento e ao currículo escolar.
Mas, para chegar lá, que tal conhecer alguns benefícios que estas ferramentas pedagógicas digitais oferecem, tanto para o seu plano de aula, como para melhorar o desempenho dos seus alunos?
Selecionamos oito motivos, entre benefícios, vantagens e curiosidades sobre o uso da tecnologia na educaçãoConfira!

1.    Aprimorar a qualidade da educação: proporcionando novos caminhos para o ensino e aprendizagem, além de novas metodologias, formando educadores e os ajudando a descobrir estratégias inovadoras para o aperfeiçoamento do processo educacional.

2.    Ajudar a elevar os índices de desenvolvimento da educação básica: para que, em 2022, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), oferecida nas escolas públicas brasileiras, alcance a meta proposta pelo Ministério da Educação (MEC) de 6,0.

3.    Tornar as aulas mais atraentes e inovadoras: ampliando possibilidades para alunos e para professores e transformando a aprendizagem, tornando-a mais motivadora e significativa.

4.    Contribuir para a diminuição das reprovações e da evasão escolar: auxiliando os alunos com facilidades ou dificuldades de aprendizagem através da educação personalizada, e despertando o interesse deles para os estudos.

5.    Aumentar a integração e o diálogo entre alunos e professores: incentivando a autoconfiança, afetividade, autonomia e socialização entre docentes e discentes.

6.    Auxiliar na melhoria do desempenho dos alunos: ampliando a sala de aula para fora do horário e do ambiente escolar, e melhorando, inclusive, a produtividade na lição de casa.

7.    Estimular alunos a aprenderem e a ensinarem: aumentando, também, o diálogo com a família, em casa, sobre os assuntos vistos em aula.

8.    Despertar a curiosidade e as novas descobertas: estimulando novas experiências através da cultura digital, construindo novas competências e contribuindo para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Fontes: TIC Educação 2013, Unesco, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).


Novas tecnologias facilitam a aprendizagem escolar


Uso integrado de novas mídias desafiam professores e alunos a adotarem a produção colaborativa em salas de aula
Publicado: 09/07/2014 18h07, última modificação: 22/12/2017 18h28
Estudar a integração de novas tecnologias ao currículo educacional é o que faz a pesquisadora e professora do setor de educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Nuria Pons Vilardell Camas. Desde 2000, ela se dedica ao estudo e impacto da cultura digital na educação e constata que o mundo no qual vivemos é praticamente digital e que, portanto, a tecnologia faz parte do dia a dia.
Segundo a professora, independentemente da tecnologia, é importante entender, criar e dar vazão a uma nova escola, que vislumbre o currículo como o caminho a ser construído para e pelos aprendizes.
“O melhor resultado não virá pela tecnologia, mas pela compreensão do que se espera da educação”, avalia. “A tecnologia é parte, não é o todo", completa.
Conceito
Segundo a professora, por novas tecnologias entende-se a convergência de tecnologias e mídias para um único dispositivo, que pode ser o notebook, o celular, o tablet, a lousa digital, o robô e quaisquer outras que surjam. Para o uso educacional, interessa particularmente a produção colaborativa de conhecimento, em que alunos e professores juntos também sejam coautores.
“O importante, independentemente da tecnologia, é entender, criar e dar vazão a uma nova escola, que vislumbre o currículo como o caminho a ser construído para e pelos aprendizes, incluindo alunos, professores, gestores e familiares”, afirmou.
Benefícios
Usar tecnologias em sala de aula, na escola, em casa e nas ruas faz parte da rotina de muitos estudantes.  Segundo a professora, as novas tecnologias devem fazer parte do cotidiano escolar como é o livro, o quadro negro e o giz.
“É necessário oferecer condições para promoção da educação de nosso tempo, que deve estar integrada ao local em que estivermos”, ressalta.
Realidade na sala de aula
Um dos maiores enfrentamentos na formação de futuros professores é integrar as tecnologias à educação, principalmente unindo os conhecimentos técnico-pedagógicos de forma interdisciplinar.
“Basta olhar os projetos político-pedagógicos das licenciaturas e das pedagogias. Para alguns, esse uso [das novas tecnologias] é voltado à parte técnica — ligar, desligar, usar um software ou aplicativo. Entretanto, não será somente isso que o professor enfrentará na escola. E é no enfrentar, entendido como prática, que se deve pensar. E em preparar o professor”, afirma a professora.
Papel do professor
Embora as tecnologias tenham um papel importante no ensino-aprendizagem, “sempre será necessário um professor para dar conhecimento científico aos alunos, propiciar aos alunos a mediação do conhecimento”, ressalta.
Além disso, um dos papéis importantes do docente é o de auxiliar o aluno e capacitá-lo para incluí-lo na cultura digital. “A união das possibilidades com o uso da web 2.0 — escrita, leitura, partilha, imagem e som em uma única página navegável, colaboração — pode ser feita por todos que tenham acesso à rede de computadores”, completa.
Dessa forma, a mediação pedagógica se faz necessária para que o aluno saia da sala de aula com plena capacidade de usufruir das possibilidades que o universo digital oferece.
 Desafio: aprender e ensinar com a TIC
Estimular o estudo e a reflexão sobre o uso das tecnologias com a mediação digital é uma das principais vocações da EaD
Por: NOVA ESCOLA
Projetos pedagógicos que encaram a tecnologia como mero meio de transmissão, predomínio de material impresso e de interações presenciais. Currículos que não contemplam disciplinas relacionadas à tecnologia. Essas foram algumas das descobertas da pesquisa Educação a Distância: Oferta, Características e Tendências dos Cursos de Licenciatura em Pedagogia, tema desta edição especial. 
O estudo também mostrou um cenário pouco alentador no que se refere à apropriação de ferramentas tecnológicas por parte dos alunos. Os cursos estudados não só deixam de fazer o "letramento digital" dos estudantes - de modo a levá-los a adquirir a fluência necessária para interagir por meio de ambientes virtuais de aprendizagem - como também não promovem sua "inclusão digital". Ou seja, não introduzem o uso das tecnologias e, portanto, não capacitam os futuros docentes a utilizá-las durante o curso e, mais adiante, em sua vida profissional. 
O panorama identificado, infelizmente, não é uma surpresa. Em duas décadas trabalhando com EaD, já vi uma grande quantidade de cursos a distância que não exploram todo o potencial interativo das tics para aproximar as pessoas e promover a interação social, a produção de conhecimentos, a colaboração e a aprendizagem. Em vez disso, informatizam o ensino, espelhando-se no pior tipo de aula presencial (que é exclusivamente expositiva, sem abertura para debates e reflexões) e usando a tecnologia apenas para transmitir aulas ou para enviar textos simplificados.
Ora, a EaD depende da tecnologia e não se pode esquecer de dar a devida ênfase a ela. As características específicas das TIC, entre as quais a interação multidirecional e síncrona, a busca, a organização e a reelaboração de dados, por exemplo, são elementos distintivos da modalidade atualmente. É fundamental, portanto, ensinar sobre ela com a mediação de recursos tecnológicos, incluindo estudos e práticas sobre o uso das TIC. Assim, a formação deve incluir o experimentar, o vivenciar, o refletir e o discutir as TIC no âmbito do ensino e da aprendizagem. 
Os computadores, os tablets, os celulares e, principalmente, a internet precisam fazer parte do cotidiano do curso, criando um elo orgânico entre os momentos de interação virtual e presencial. Assim, será possível transformá-lo em uma verdadeira rede social educacional, na qual se produz conhecimento com base no diálogo com o outro (a distância ou presencialmente). Do contrário, a Pedagogia na EaD permanecerá como nada mais que um curso por correspondência, que até pode ser instrutivo, mas nunca dará conta do papel formativo que precisamos implementar para transformar a Educação brasileira.

Sérgio Roberto Kieling Franco é Secretário de Educação a Distância da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).